Fé – a cura de nossas doenças

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“veio a Ele uma grande multidão, ao ouvir o que ele fazia. Ele ordenou a seus discípulos que lhe aprontasse uma barca, para que a multidão não o comprimisse. Curou a muitos, de modo que todos os que padeciam de algum mal se arrojavam a Ele para O tocar” (Mc 3, 8b-10)

Esse trecho do Evangelho de hoje me saltou aos olhos e me levou a pensar sobre aquilo que a Palavra conta nessa passagem. Jesus vivia cercado de uma multidão que queria conhecê-Lo por causa de sua fama que se espalhava cada dia mais e também uma multidão doente (coxos, aleijados, cegos, leprosos … uma multidão muito sofrida; um povo que O buscava porque ouvia dizer de Seus feitos e Ele os curava a todos “Onde quer que ele entrasse, fosse nas aldeias ou nos povoados, ou nas cidades, punham os enfermos nas ruas e pediam-lhe que os deixassem tocar ao menos na orla de suas vestes. E todos os que tocavam em Jesus ficavam sãos” (Mc 6, 56). Ninguém saía de um encontro pessoal com Ele (mesmo em meio a uma multidão Ele conhecia cada um individualmente) sem ser curado. Jesus olhava os doentes nos olhos, tocava-os, proclamava a cura e eram curados e libertos!

Hoje em nosso tempo também vemos uma multidão doente. São coxos, cegos, leprosos que não trazem em si marcas de doenças físicas, mas almas tristes, vazias, sem vida … uma multidão que sofre porque perderam o sentido de suas vidas e trazem em si a pior de todas as doenças: a falta de fé.

Um povo que sofre com os males do nosso tempo, sofre com a lepra de uma vivência sexual  desregrada, com a lepra da maldade, do egoísmo, hedonismo, materialismo, relativismo e etc … Uma multidão que, diferentemente daquela narrada pelo Evangelho, corre de Jesus, quando a cura de suas doenças está em correr para Jesus.

O nosso Papa, na carta apostólica “Porta Fidei” (carta sobre o ano da fé proclamado em outubro de 2012) nos ensina, motiva, anima e exorta a reavivar nossa experiência de fé, acreditando e apostando nossas vidas na Palavra de Deus. É a força e a ação da Palavra que nos transforma, por ela somos salvos! Bento XVI nos convida, no parágrafo 13:

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“Ao longo deste tempo [no ano da fé], manteremos o olhar fixo sobre Jesus Cristo “autor e consumador da fé”: n´Ele encontra plena realização toda a ânsia e anélito do coração humano. A alegria do amor, a resposta ao drama da tribulação e do sofrimento, a força do perdão face à ofensa recebida e a vitória da vida sobre o vazio da morte, tudo isso encontra plena realização no mistério da sua Encarnação, do seu fazer-Se homem, do partilhar conosco a fragilidade humana para transformar com a força da sua ressurreição. N´Ele, morto e ressuscitado para na nossa salvação, encontram plena luz os exemplos de fé que marcaram estes dois mil anos da nossa história de salvação”

A Palavra “levanta-te e anda a tua fé te salvou” continua a ressoar, Cristo vive e quer Se encontrar com Sua multidão!

Aproximemo-nos do Cristo, aproximemo-nos de Sua palavra. Aproximemo-nos como, aquela multidão do Evangelho, do Cristo, Deus feito homem, que transforma nossas vidas, cura nossas enfermidades, devolve nossa dignidade, nos dá sentido de vida e nos prepara para a vida eterna com Ele.

Fé na Palavra! Fé no Cristo, verbo de Deus!

Mirian Lucilene Silva
Consagrada na Comunidade Pantokrator 

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