Gosto de filmes de terror, posso assistir?

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Quando nos perguntamos sobre assistir a filmes de terror, o que motiva nossa resposta? Se você gosta, por que gosta? Se não gosta, por que não gosta? Já se questionou mais profundamente sobre o assunto?

Acredito ser importante tal reflexão para avaliar em nossa vida como gastamos nosso tempo valioso. Tempo é o que mais queremos e parece ser o que menos temos. O que seria uma diversão saudável e um bom investimento em nosso descanso? Tempo é vida e não sabemos quando ele terminará para nós.

Partindo dessa ponderação inicial, vejamos ao que se prestam os filmes de terror. Qual o objetivo senão amedrontar ao máximo (para vender mais) ou provocar sensações de pavor, mistério mórbido, insegurança, desconfiança e desejos pelo oculto e sombrio. Apesar de retratarem uma realidade espiritual importante e comumente esquecida em nossos dias – a ação demoníaca que age em nosso meio – o faz de uma forma fantasiosa e dramática. Isso, raramente, se manifesta na vida real. O demônio anseia agir no anonimato e trabalha para que as pessoas não acreditem que ele realmente exista. O que mais evita é espetáculos, porque o medo afasta, enquanto a sedução atrai. Sendo assim o maior perigo é mesmo o pecado!

Terror além da tela

Em minha adolescência gostava muito de assistir a tais filmes e só encontrava graça nesse gênero, aos poucos deixou de ser diversão e passou a ser um tempo gasto inutilmente, o que me desinteressou e me fez abandoná-los. Sair da rotina, experimentar sensações que normalmente não sentimos para nos divertirmos com elas, pode parecer interessante, mas o que pode estar por trás pode ser muito perigoso. As cenas a que assistimos dificilmente (para ser boazinha) saem de nosso imaginário, o que vimos não se apaga. Mesmo que não nos atormentemos com tais visões, não sonhemos com elas e nem sintamos medo em algumas situações da vida, esses trechos acabam nos influenciando de alguma forma e nos marcam.

Há muitos relatos de acontecimentos tenebrosos e estranhos em bastidores de filmes de terror, muitos testemunhos tristes de atores, funcionários, diretores que se envolveram em sua produção que são facilmente encontrados na internet. Quando lidamos com o mau, por mais que não queiramos, acabamos por permitir que o mau lide também conosco. É como um bumerangue: ao vermos cenas aterrorizantes ou até patéticas em algumas películas, acabamos por vivenciar aquilo, o filme pode ser fantasioso, mas as sensações que nos fazem sentir são reais e somos marcados por elas.

A Igreja é bem criteriosa com os filmes do gênero e existem análises sérias quanto a eles. Porém nos diz São Paulo “A mim tudo é permitido, mas nem tudo me convém. A mim tudo é permitido, mas não me deixarei dominar por coisa alguma”, 1 Cor 6,12. Se você se julga seguro o suficiente para ver esses filmes sem se deixar “dominar” de alguma forma por eles. Ou se julga que te trazem “algum benefício”, o discernimento é seu.

“A mim tudo é permitido, mas nem tudo me convém. A mim tudo é permitido, mas não me deixarei dominar por coisa alguma”, 1 Cor 6,12.

O que devo assistir?

Para um cristão, seria bem mais proveitoso – a meu ver – assistir a filmes que nos elevem ao céu, que nos motivem a amar a Deus, que mostrem a nós a beleza da vida, que construam imagens de esperança, superação e alegria. A história de vida dos santos é um bom exemplo. Essas histórias contribuem nesse sentido para nos impulsionar e são testemunhos de vitórias verdadeiras! Precisamos nos alimentar de maneira saudável se queremos viver de maneira saudável.

Deixo então uma última sugestão: coloque-se diante de Deus e exponha para Ele com qual tipo de alimento você nutre sua alma e ouça o que Ele tem a te dizer. A partir disso, faça seu discernimento. Bons filmes!

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Rosana Vitachi
Consagrada da Comunidade Católica Pantokrator

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