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Mesmo em cólera não pequeis

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Uma bomba esta prestes a explodir! Essa poderia ser mais uma manchete do noticiário internacional, mas essa bomba está muito mais perto de nós do que imaginamos. Seja o caos do trânsito, uma injustiça, uma ofensa… Os nossos nervos vão ao limite. E não precisa muito para sacar rapidamente palavras ofensivas ou até mesmo uma arma contra o outro. Sem perceber, estamos tomados pela sede de justiça e vingança. No entanto, é nestes momentos que temos a chance de transformar toda a nossa cólera em bem.

“Mesmo em cólera, não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demônio” (Ef 4, 26-27). Diferentemente dos animais que agem pelo instinto, fomos criados à imagem e semelhança de Deus e portamos inteligência e vontade para escolher o que é bom. “Por ser à imagem de Deus, o indivíduo humano tem a dignidade de pessoa: ele não é apenas alguma coisa, mas alguém. É capaz de conhecer-se, de possuir-se e de doar-se livremente e entrar em comunhão com outras pessoas, e é chamado, por graça a uma aliança com seu Criador, a oferecer-lhe uma reposta de fé e de amor, que ninguém mais pode dar em seu lugar.” (Catecismo da Igreja Católica, n. 357).

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Temos que combater o pecado que está na pessoa e não a pessoa. Praticar o mal para que resulte dele um bem não é a melhor saída. ”Tudo que quereis que os homens vos façam fazei-vos a eles” (CIgC 1789). Como diz na gíria “não tenho sangue de barata” isso é verdade! Temos sentimentos, temperamentos, que precisam ser controlados pelo Espirito Santo! São Paulo já declarava –“Deixai-vos conduzir pelo Espirito e não satisfareis os apetites da carne. Porque os desejos da carne se opõem aos do espírito e estes aos da carne. É por isso que não fazei o que quereríeis. (Gl 5, 16-17).

Temos o belo exemplo da Beata Elisabeth da Trindade, jovem carmelita, cheia de vida  e intima de Deus, que lutou e se empenhou desde a infância para dominar a sua ira fazendo esforços muitas vezes heróicos para se vencer pois tinha plena consciência que era templo de Deus, que Ele habitava em sua alma. “Hoje tive a alegria de oferecer a Jesus muitos sacrifícios, para vencer meu defeito predominante. Esses sacrifícios me custaram muito e por isso reconheço toda minha fraqueza. Quando recebo uma observação injusta, parece-me sentir o sangue ferver em minhas veias, todo o meu ser se rebela!…Mas, nestas ocasiões, Jesus estava comigo, ouvia a sua voz no fundo do coração e então me sentia disposta a suportar tudo por amor dele!” (Diário Espiritual, 30.1.1899).

Esta força não é só privilégio de Elisabeth da Trindade; ela é possível a todos nós. A chave para o controle está na vida íntima com Deus, na descoberta do seu valor, da sua missão no mundo e da importância do outro. ”Se for possível, quanto depender de vós, vivei em paz com todos os homens… Não vos deixeis vencer pelo mal, mas triunfai do mal com o bem” (Rm 12, 18; 21).

Andressa Costa
Consagrada na Comunidade Pantokrator 

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