Minha grande meta é o céu

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Todos nós estipulamos metas. É natural do homem ter meta, almejar e pontuar suas maiores ambições e desejos, sejam elas quais forem: emagrecer, crescer profissionalmente ou estabelecer um novo relacionamento. Mas é curioso notar que atualmente elas estão muito mais voltadas para o material do que para o crescimento espiritual; é fato, da nossa listinha que escrevemos no Ano-Novo, quantas estão voltadas para a concretização de uma autêntica vida cristã?

Pode parecer exagerado ou radicalista esse ponto de vista, parece opressor não podermos nem desejar o material, querer a felicidade e o sucesso. O que é que tem de errado nisso? Pois bem, o que buscamos e criamos como metas são um reflexo do nosso interior; vamos atrás daquilo que é o potencial da nossa vida. Não é exagero analisarmos se aquilo que queremos está intrinsecamente relacionado com a vida em Cristo, pois se realmente somos cristãos, nossa maior busca deve ser o céu e a nossa maior luta, o relativismo.

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O mal da nossa sociedade é justamente ele, pois pela relativização nos esquecemos de Deus e do céu como o principal.

Pela carência da Verdade de Cristo, criamos como absoluto o individual e a realidade do mundo, o que é construído aqui passa a ser o protagonista da vida do homem. Começamos a valorizar e ter como meta somente os valores terrestres, aquilo que é finito, e postergamos a eternidade com o divino. Essa concepção de procrastinar adorna a vida de muitos cristãos – de que o “céu é para depois” – e os mergulha em uma tibieza profunda.

Além disso, dessa preguiça espiritual e fraqueza para assumir Jesus como a pura Verdade, há uma grande dificuldade de confiança. Muitas vezes, tentamos condicionar a nossa relação e intimidade com Deus a partir da nossa razão, tentamos entender Seus feitos e, por meio dessa racionalização exacerbada, é impossível nos entregarmos inteiramente a Ele e almejarmos o céu. Deus não nos quer como ignorantes, mas quer que nos abandonemos no Seu amor, pois Ele sabe de todas as coisas e só n’Ele que encontramos a certeza do céu. Só com Ele o céu é a nossa primeira meta.

Deus, nossa maior meta

Dessa forma, é importante que sempre tenhamos Deus em primeiro lugar, como nossa primeira meta. A morte não pode ser apenas um abandono dos bens materiais ou das pessoas, mas sim a certeza de Cristo na eternidade, e para acreditar nisso, que hoje parece ser tão utópico e brega, é preciso que confiemos n’Ele. O primeiro mandamento não pode cair na banalidade, muito menos na relativização do mundo. Sempre devemos buscar as coisas do alto e sempre somos capazes de melhorar, por Cristo e por amor a Ele.

Mas para realizar tudo isso, precisamos confiar na bondade e misericórdia do Pai, porque, pela graça que Ele nos concede, somos capazes de melhorar e de sermos fiéis na busca do seu Amor. É preciso oração diária, pois a partir dela criamos intimidade com Jesus e confiança n’Ele, e muita paciência já que não é um caminho fácil. O céu não é um lugarzinho onde todos são felizes e ponto, é a concretização do amor de Deus e a nossa escolha pela santidade. Por isso, ele deve estar em primeiro lugar na nossa lista de metas, pelo todo que significa e não por aquilo que aparenta ser.

Ana Clara Borges Gonçalves
Engajada na Comunidade Católica Pantokrator

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