MUITO FAZ QUEM MUITO AMA. POUCO FAZ QUEM POUCO AMA

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ama

Quanto amor colocamos naquilo que fazemos? O segredo não está no fazer muitas coisas, mas fazer tudo com amor, pois o amor é a resposta de todas as coisas. Quem ama faz muito, ainda que humanamente tenha feito poucas coisas. O que importa é colocar amor naquilo que se faz.

Amor que dá sentido

Como nos ensina São Paulo na sua primeira carta aos Coríntios, se não temos amor, nada somos, pois “mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda ciência, mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver amor, não sou nada; ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, de nada valeria”[1].

Para quem ama, tudo ganha um sentido, ou seja, tudo aquilo que fazemos passa a ter um valor sobrenatural, pois ofertamos a Deus todas as coisas por amor a Ele e ao próximo. Assim, passamos a viver o mistério da transcendência, “sair de si” para ir “ao encontro do outro”.

Ao contrário, quando fazemos as coisas por simples obrigação, ou vivemos “no automático”, tudo se torna pesado, cansativo e desgastante, justamente porque perdemos o sentido em realizar todas as coisas.

Fidelidade nas pequenas coisas

Dizem que ˜Deus está nos detalhes”, e essa é uma verdade incontestável, podemos dizer que uma pessoa sabe amar quando seu amor se traduz nos detalhes da vida.

A vivência desse amor pequeno nada mais é do que a vivência da fidelidade em todas as circunstâncias, ou seja, saber viver o amor (ser fiel) não apenas em grandes e heroicos atos, mas também nas coisas pequenas, nos atos corriqueiros e cotidianos, no escondimento, na pequenez, na simplicidade da vida familiar ou profissional, buscando agradar unicamente a Deus, “que vê o escondido”[2].

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1] I Carta de São Paulo aos Coríntios, 13 – Bíblia Católica Ave Maria
[2] Evangelho de São Mateus 6, 4 – Bíblia Católica Ave Maria

A vivência concreta do amor

As oportunidades para amar se relevam a nós a cada instante. As vidas familiar e profissional, por exemplo, implicam numa inúmera quantidade de “pequenas responsabilidades” ou atos onde podemos amar de maneira concreta.

Um simples sorriso que expressamos com amor pode mudar o dia de alguém, seja em casa ou no nosso trabalho. Exercitamos a virtude da cortesia em todas as situações, como se Antecipar aos desejos do outro, como lavar a louça após o jantar sem que ninguém peça, arrumar a cama, guardar os sapatos, respeitar os mais velhos, saber ensinar a alguém uma nova função com paciência..

Aprender a “passar despercebido”, a fim de que não estejamos no centro das atenções, se traduz em amar no escondimento. Na prática, significa aprender a “se apagar”, não exigindo reconhecimento por aquilo que faço, pois para amar não necessitamos de condições, o amor é gratuito. Significa aprender a ser grato por aquilo que recebemos. Amar também pode traduzir-se em dizer um simples “obrigado”, palavra tão esquecida em nossos tempos. Cultivar o bom humor, a alegria, esforçar-se em não demonstrar sempre uma expressão carrancuda, esforçar-se para enxergar o lado bom das coisas e das pessoas, renunciar a todo negativismo e vitimismo, tudo isso também é amar.

Enfim, podemos amar em todas as situações que vivenciamos, principalmente as que, num primeiro olhar, parecem insignificantes, mas que também possuem grande importância diante de Deus, pois aí está a oportunidade de amar na simplicidade do nosso dia a dia.

Allan Oliveira
Consagrado da Comunidade Católica Pantokrator

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