Nada é pequeno se feito com amor

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amor

O ato de viver, muitas vezes, nos interpela com diversas dúvidas e reflexões, principalmente diante de cansaços e desgastes provocados pela dureza e sensação de solidão do dia a dia. Afinal, para que vivemos? Por que importa o amor e o cuidado com as nossas tarefas, vidas e pessoas? Por que devo amar se as pessoas ao meu redor não demonstram amor?

Vemos por inúmeras vezes Cristo nos ensinando através de sua palavra sobre o amor, contudo, também por igual número de vezes nosso egoísmo nos cega e nos impede de pensarmos como de fato deve ser este amor e como chegar até ele.

Na Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios, vemos o apóstolo Paulo nos instruindo sobre como deve ser este amor, e por qual motivo devemos amar: “O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. (…) Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. (…) Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor.”, ou seja, já vimos no catecismo que devemos amar pois isto faz parte da nossa natureza, somos chamados a participar da vida trinitária através do amor. Neste trecho, São Paulo insiste que devemos amar, pois é o amor que dá sentido e peso às outras virtudes. É bem claro também que ao analisarmos as características próprias do amor, nos daremos conta de que para a nossa humanidade pecadora é impossível amar desta forma, e somente nos fazendo participantes desta graça de Deus é que somos capacitados a amar. Entretanto, este amor sobrenatural se faz plenamente presente em cada pequeno ato ordinário nos nossos dias, ou seja, através de pequenos gestos e decisões, seja ao lavar um prato ou dobrar uma roupa, podemos amar a Deus de forma intensa e completa, na certeza de que este amor, sendo direto a outro alguém, é objeto intencional de amor a Deus, e de alguma forma transborda e atinge corações e vidas que jamais poderemos imaginar, como ocorre na Santíssima Trindade.

Quando chegarmos ao final desta vida, pouca coisa realmente importará ou ficará, mas o amor com que se faz ou se realiza cada pequeno detalhe do dia, que ama sem ser percebido – este permanece para sempre.

Sendo incapazes de amar por nós mesmos desta forma, é preciso primeiramente saber-nos *completamente* amado por um Deus *completamente* apaixonado. Um Deus que conhece nossas fraquezas, nossos piores defeitos, que já foi por diversas vezes ofendido pelos nossos pecados, e ainda assim, atualiza quantas vezes for preciso o sacrifício da Cruz por nós. Fomos criados à imagem e semelhança deste Deus que não se importa com o quão mal o façamos, Ele irá permanecer nos amando. E, então, nós devemos seguir seu exemplo, amar até a última consequência, onde morremos para nós mesmos, por amor ao próximo, e levantarmos esta Cruz que nos liberta e nos salva de nós mesmos, na esperança desta vida eterna.

Diante deste amor, entregamos tudo o que temos para simplesmente tentar – de forma bem imperfeita – amá-lO em correspondência. Nós – mulheres, esposas e mães – nos entregamos a Deus, através de nossa família, nos serviços simples e ordinários de cada dia, na educação dos filhos, escondidas em nossos lares – também os homens – através da coragem e força na busca do sustento e proteção aos mais frágeis – e vibramos alegremente por cada pequena conquista – pois o amor tem destas coisas, se alegra por simplesmente amar!

Peçamos insistentemente a Deus a graça de amar como Ele nos ama, para também podermos juntamente com Ele transbordar este amor ao mundo.

Deus nos abençoe!

Larissa Machado
Engajada da Comunidade Católica Pantokrator 

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