Nada é tão contagioso quanto o exemplo

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exemplo

Que toda ação tem uma consequência, parece óbvio, no entanto, o óbvio precisa ser dito. Ainda mais nos dias atuais, que a realidade parece fugir aos pés, deixando-nos cada vez mais desnorteados, perdidos da verdade e bombardeados por informações. Muitas ideias colocadas em nossas mentes ecoam em nossos corações e nos fazem agir sem pensar.  Dar o exemplo ou seguir o exemplo de alguém é  fruto das nossas ações ou de ações que julgamos corretas.

Nossas ações produzem consequências que temos que assumir com maturidade e responsabilidade. A inteligência dada ao homem pelo Criador é capaz de nos fazer refletir e planejar nossas ações. Visto que os atos humanos exteriorizam nossos pensamentos e nosso ser é manifestado através do nosso agir. “É precisamente através dos seus atos que o homem se aperfeiçoa como homem, como homem chamado a procurar espontaneamente seu Criador e a chegar livremente, pela adesão a Ele (Encíclica Veritatis Splendor)”.

Não é difícil nos deparamos com defensores inconsequentes das mais variadas ações, como por exemplo, os defensores da liberdade sexual e do aborto. Temos que ter consciência que nossas ações alcançam fronteiras impossíveis de se definir. Que a coerência do nosso agir, diz muito mais que nossas palavras, além de sabermos que nossas atitudes são exemplos que podem ser seguidos. Chegamos a tal reflexão: estamos sendo exemplos a seguir? Afinal, qual exemplo seguir para dar o exemplo?

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Qual o exemplo a seguir?

Para um cristão essa resposta deve estar na ponta da língua, mas antes de tudo impregnado em sua alma e seu espírito. Nosso maior exemplo é Cristo, Seu agir em tudo agradou ao Pai. Exemplo de obediência, fidelidade, pobreza, castidade e amor.

Os atos humanos são atos morais, pois podem ser realizados com bondade ou malícia. A qualidade moral dos atos humanos depende da fidelidade à vontade do Pai e para isso Ele nos deixou os mandamentos. O resumo de toda a lei, amar a Deus sob todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Dessa maneira, chegamos à conclusão que o exemplo deve ser dado com amor. Que nossas ações devem estar repletas de amor, ordenadas para o amor. De nada adianta o cumprimento da lei por mera obrigação, mera satisfação moral. O amor exige liberdade, dessa forma só podemos amar quando somos livres. A lei perfeita é a lei da liberdade (Tg 1,25).

Amor: exemplo a dar e receber!

Uma ação realizada com amor pode salvar muitas almas, principalmente e inclusive, as almas das pessoas que estão presenciando aquela ação. Um ato de amor pode converter corações e provocar uma mudança de vida das outras pessoas. Também é capaz de evangelizar, pois sendo bons podemos realizar boas obras pela graça de Deus e porque o Pai habita em nós.

No entanto esse deve ser o amor atitude, o amor que sofre, crê e suporta as provações da vida, não o amor discurso, utilizado como argumento em debates relativistas.

Para sermos livres, devemos buscar o bem supremo que é Deus. Através de Jesus podemos chegar a verdadeira liberdade. Agindo com liberdade temos condições de dar o exemplo que Deus espera de nós e dizer, como Santa Teresinha do Menino Jesus: “Sou o que Deus pensa de Mim.” Fazendo como disse São Francisco de Assis: “Pregue o evangelho em todo tempo. Se necessário, use palavras.”

Thais Casarini
Postulante da Comunidade Católica Pantokrator

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