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Natal: celebração ou consumismo?

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Quando eu era criança, o natal era a data que eu mais ansiava para chegar. Primeiro, porque eu ganhava presente de todos os meus tios e meu avô sempre me dava dinheiro para comprar o que eu quisesse.

Segundo, além dos presentes aleatórios da família, nós também fazíamos amigo secreto e eu achava o máximo!

Sem contar o corre-corre, planos, contas, listas para Papai Noel, shoppings lotados, lojas abarrotadas, propaganda na televisão, no celular, na internet, no outdoor. Tudo para preparar a população para a chegada do Natal, das festas de fim de ano.

Acredito que seja natural para as crianças almejarem receber presentes, principalmente no Natal – é uma data identificativa para tal. Porém, o preocupante é com o passar do tempo essa mentalidade permanecer até a fase adulta.

O noticiário também nos leva a ver mensagens publicitárias carregadas de emoção, de sentimentalismo em relação à família, à união, à renovação da esperança para um ano que finda e outro que começa. Impossível não perceber toda a lógica capitalista por trás de tais mensagens em relação ao consumismo.

Não estou dizendo que receber presente é errado, ao contrário, quem não gosta de ganhar presentes, de ser lembrado? O que eu quero dizer é qual o significado, o sentido que você tem dado para o Natal?

Antes de continuar a ler este texto, pare uns minutinhos e reflita: Natal tem sido motivo de celebração ou consumismo? E aqui na palavra consumismo abrange tudo: presentes, a melhor decoração, o melhor vestido, o melhor sapato, a melhor roupa, a melhor árvore de natal e tantos outros exemplos que você pode acrescentar.

Pronto! Respondeu com sinceridade?

Quando é perguntado a uma criança o significado do Natal, e partindo do pressuposto que tenha o mínimo de educação cristã, certamente a resposta será o nascimento de Jesus. E por mais que seja uma resposta singela e até mesmo superficial, essa criança expressa na frase uma infinitude de significados adjacentes.

No Natal, o Divino nasce na manjedoura da humanidade, para que a humanidade possa nascer na mansão da graça de Deus.

A manjedoura vazia é então esse símbolo da humanidade ferida pelo pecado, vazia de Deus. Dessa humanidade que preenche essa manjedoura com tantas coisas, menos Deus. A partir da lógica do texto, preenche a manjedoura com os presentes, com árvore de natal, com as melhores roupas, sapatos, bebidas

Natal é tempo de prepararmos a manjedoura de nosso coração para celebrarmos a vida nova que quer nascer em nós.

Assim como celebramos a data do nosso aniversário, o Natal é uma data para celebrarmos essa vida nova que nasce em nós.

Celebrar o Natal é celebrar que Cristo nunca desiste de nós, e por mais suja que esteja nossa manjedoura, Ele deseja nascer e fazer morada!

Que neste Natal, você possa preparar a manjedoura do seu coração da mesma maneira que prepara sua casa para receber seus familiares e amigos.

Que nossa manjedoura, esteja preparada para receber o Menino Deus, que ela seja decorada de esperança, pois o Senhor vem para que nós nos abramos ao amor, para sairmos dos nossos egoísmos, dos nossos comodismos, dos nossos consumimos exagerados.

Este nascimento gera vida, gera esperança, e é Nele em quem depositamos a esperança. É nessa manjedoura de dos nossos corações que se encontrará a fonte de nossas vidas, onde na intimidade desse coração, na oração, seremos renovados da coragem e da força de constantemente buscarmos a conversão de vida. Em deixar morrer o que é velho em nós, para que a Vida nasça.

Que na chance de hospedar a Cristo, a sua luz divina habite, e que nos entregamos Àquele que é o Senhor de nossa vida, e sejamos capazes de transmitir essa luz para a escuridão do mundo. Que seja um tempo de ordenar o desordenado.

Desejo a você um Feliz e Santo Natal.

 

Jéssica Feitosa Fernandes
Postulante da Comunidade Católica Pantokrator

Jéssica Feitosa Fernandes
Postulante da Comunidade Católica Pantokrator

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Ao tornar-se um Construtor da Fé você participa da Obra de Pantokrator e constrói a fé no coração de milhares de pessoas mensalmente atingidas pela nossa Obra. E ainda colabora na estrutura missionária e na formação dos sacerdotes da Comunidade Pantokrator.

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