O Amor: a maior aventura que você pode viver!

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Dentro do coração de cada um de nós existe um profundo desejo de transcendência, de ir além, de viver uma aventura radical. A grande verdade é que essa busca revela em nós a busca que temos pelo amor. Se viemos de Deus e Deus é amor (cf. 1Jo 4,8), somente o amor pode corresponder aos nossos anseios mais profundos.

Como nos ensina André Luís Botelho de Andrade – Fundador e Moderador Geral da Comunidade Católica Pantokrator –, “o amor é essencialmente radical”. Isso significa que, para nos encontrarmos com o amor, precisamos nos dispor a nos aventurar, a correr os riscos necessários dessa busca que, com toda a certeza, como nos prova a vida dos santos, sempre vale a pena.

“Responder ao chamado de Deus é sempre uma aventura, mas vale a pena correr o risco” (Santa Edith Stein).

Quando estamos convencidos de que algo é bom, seja um bem material ou um emprego, por exemplo, não medimos esforços para conquistar tal coisa. Ainda que nos digam que tudo o que fazemos é loucura, nossa meta é apenas uma: batalhar até termos em nossas mãos o que queremos.

Na vida com Deus não é diferente! Se queremos uma experiência concreta e constante com o amor, não podemos medir esforços. Nossa busca deve ser marcada pela certeza de que tudo vale a pena quando falamos do único bem capaz de corresponder à sede mais profunda que cada um de nós possui.

“O Reino dos céus é também semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo” (Mt 13,44).

Se você já experimentou o amor de Deus, você pode afirmar que nada vale mais que esse amor e que nenhuma experiência dessa vida, por melhor que seja, não pode ser comparada ao fato de sermos amados pelo Deus Todo-Poderoso que se inclina até nós (cf. Sl 114,2). “Sim, descobrir Cristo é a mais linda aventura das vossas vidas” (São João Paulo II, IV Jornada Mundial da Juventude, 1989).

Descobrir Cristo é descobrir o amor sem medidas, incondicional e ciumento (cf. Tg 4,5) que Deus tem por nós. Se você ainda não experimentou esse amor, deseje ardentemente e com pressa O experimentar. Tenha certeza, sua vida não será mais a mesma, porque “apaixonar-se por Deus é o maior dos romances; procurá-l’O, a maior das aventuras; encontrá-l’O, a maior de todas as realizações”, como nos ensina Santo Agostinho.

Se já O experimentamos, o que, então, devemos fazer?

Para Deus não há melhor resposta que possamos dar ao Seu amor, que nos lançarmos n’Ele, “mergulhando de cabeça”. Se tivermos essa coragem, Ele mesmo nos conduzirá, assim como um mar arrasta para dentro de si todas as coisas.

A aventura da vida com Deus exige a coragem de nos deixarmos seduzir por Ele, da mesma forma como o profeta Jeremias: “Seduzistes-me, Senhor; e eu me deixei seduzir! Dominastes-me e obtivestes o triunfo” (Jr 20,7).

Quando olhamos para o ícone de Cristo Pantokrator, percebemos Seu olhar marcante que deseja penetrar nossa alma, nos seduzir e nos conquistar para Si, “não porque é possessivo, ou seja, quer o outro somente para si, visando seus interesses e necessidades. Deus exige exclusividade, manifesta seu amor ciumento, porque qualquer idolatria do homem significa a morte do homem. Deus sabe que somente n’Ele o homem encontra vida, salvação e felicidade. Fora d’Ele tudo são trevas… Nesse sentido, muito mais que exclusivista, o ciúme de Deus é zelo. Deus quer exclusividade porque é zeloso do homem… O ciúme é o zelo de um Deus que não nos abandona na nossa existência, ao contrário, cuida de cada detalhe da vida do homem” (André Luís Botelho de Andrade – Fundador e Moderador Geral da Comunidade Católica Pantokrator).

“Não tenhais medo! Abri, melhor, escancarai as portas a Cristo” (São João Paulo II). Não tenha medo de se deixar conquistar por esse Olhar de amor que quer te levar à maior aventura da sua vida, o encontro com Cristo.

Edvandro Pinto
Discípulo da Comunidade Católica Pantokrator

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