O que aprendi assistindo Nárnia

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Narnia

Aprendi que Nárnia é aqui!

Não é nada difícil adentrar em uma história como Nárnia e tirar dela um aprendizado de vida.
Eu gosto muito das crônicas de Nárnia porque elas me levam a Deus. E por isso gostaria de convidar você a viajar comigo até lá, na primeira história: O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa.

Agora eu e você estamos em Nárnia. O que, então, podemos aprender? A experimentar? A descobrir?

Susana, Lúcia, Edmundo e Pedro viveram muitos momentos inesquecíveis em Nárnia. Foram muitos desafios, descobertas e alegrias, experiências que mudaram suas vidas.
Circunstâncias que os fizeram crescer e muito! Um dos crescimentos foi na relação como irmãos; tiveram que aprender a cuidar um do outro. Se você já leu o livro ou assistiu ao filme, irá lembrar-se do momento em que Edmundo é ferido para defender Pedro da Feiticeira Branca. Isso mesmo! Edmundo, o mais egoísta e que pouco se importava com os outros, coloca em risco a própria vida para defender o seu irmão… que crescimento, não?

Há um outro momento peculiar para mim: é quando Lúcia cura Edmundo na cena que citei acima onde ele é ferido pela Feiticeira Branca ao defender seu irmão. Edmundo, então, fica à morte e para Lúcia seria impossível a cura do seu irmão,  porém, em sua impotência e fraqueza, ela vivencia o poder de Deus utilizando-se da “arma” que  lhe fora confiada pelo Noel:  um pequeno frasco contendo um tônico feito do suco de uma flor de fogo que cresce nas montanhas do sol1. Serve para curar algum amigo que se ferisse.
Em Nárnia, eles encontraram o extraordinário no ordinário e lá puderam provar a capacidade de amar, de se doarem, do trabalho em equipe e da complementariedade.
Ah! Que momentos!

Gostaria de chamar-lhes a atenção de como eles chegaram a Nárnia.

Sabe quem os levou para lá? A guerra. Sim, isso mesmo, a guerra. Eles só encontraram o guarda-roupa, cujo fundo é a passagem para Nárnia, porque tiveram que sair de Londres para se refugiarem em um lugar mais seguro dos ataques aéreos. E foi nesse lugar, na casa do professor, em meio à brincadeira de esconde-esconde, que Lúcia encontra o guarda-roupa mágico em um dos muitos cômodos da casa. Ela é a primeira a conhecer Nárnia. Ao retornar e contar aos outros, é óbvio que ninguém acreditou nela, até que, por conta de uma reinação, eles saem correndo da governanta e acabam tendo que se esconder no guarda-roupa. E então?… Ei-los todos em Nárnia… A experiência que mudaria suas vidas para sempre!

Esse foi meu primeiro aprendizado com Nárnia. Deus se utiliza de tudo e de todos os meios para nos falar. Precisamos estar sempre e constantemente atentos aos sinais e meios para ouvirmos e percebermos Deus nos auxiliando, nos falando, orientando, formando, educando, amando…

Quantas vezes através de nossas guerras, interiores e exteriores, sofrimentos, dores, o Senhor nos leva a experiências que mudam a nossa vida. Tudo bem que nem sempre é ou acontecem do modo como queremos tais mudanças, mas o Pai conhece o que precisamos e sabe qual o melhor meio e o tempo para nos dar, ensinar e educar. Contudo, são justamente esses momentos de fraquezas e fragilidades, que provamos a força de Deus.

Era um dia de domingo, e eu vivia a minha “guerra, cheia de bombardeios” que me assolavam, me feriam e causavam medo, dor e uma solidão profunda. Achei que não teria volta, que morreria nessa guerra – a guerra foi a morte do meu irmão caçula, fazia apenas uns dois meses que ele tinha falecido -. A convite de um amigo, fui me refugiar em um retiro de primeira experiência. Esse retiro foi o guarda-roupa que me levou a Nárnia, pois lá vivi a experiência com o Amor ciumento de Deus, o qual mudou a minha vida para sempre.

Tenho pra mim que depois de tudo o que Susana, Lúcia, Edmundo e Pedro viveram em Nárnia, eles disseram: Bendita guerra que nos trouxe aqui!

Creia! Deus sabe para onde nos leva através de nossas guerras…  e quando, você e eu, fizermos a nossa experiência, então diremos também: Bendita guerra!

Obrigada pela companhia! Foi muito bom fazer essa viagem com você.

Marciléia Hinckel 
Consagrada da Comunidade Católica Pantokrator 

  • Informação retirada do livro “As Crônicas de Nárnia”

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