O que fazer quando não sentimos vontade de rezar?

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Muitas vezes não temos vontade de rezar, não sentimos nada, ou fazemos as orações quase como uma obrigação da qual queremos apenas desincumbirmos. Mas, devemos perseverar na oração, ainda que nosso esforço pareça estéril, pois a oração é sempre fecunda, produz frutos. Combatermos as distrações, a aridez, os sentimentos contrários e perseverarmos na oração são atitudes necessárias para nos dar a fortaleza não só de não cair, mas de não desistirmos de rezar mesmo quando não sentimos vontade. Assim agindo, seremos sempre fecundos, aceitando nossas limitações e oferecendo nossas fraquezas ao Senhor.

A importância da decisão pela intimidade com Cristo caminhar junto da perseverança na oração.

A oração é o grande guia da estrada de santidade, o mapa que nos mostra o caminho do céu e da felicidade eterna, cujos prenúncios podemos viver na terra. Nós devemos agir com a mesma perseverança que Jesus tinha quando passava inúmeras noites em oração – como dizem os evangelhos –, pois se não procuramos a intimidade com Cristo na oração, como poderemos falar Dele aos outros? Ele é única verdade para a salvação dos homens!

A oração é o primeiro sinal de santidade, pois é por ela que nossas almas se plenificam em Deus e não há santo sem oração. Quem não aprendeu a falar com Deus, como pode conhecê-Lo? Os grandes santos foram sempre homens de verdadeira oração, uma vez que para amar e levar o amor ao mundo e evangelizar, é preciso estar saciado não do amor dos homens, mas do amor de Deus. E para isso só existe uma forma: a intimidade com Deus pela oração.

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Nós, no meio do mundo, temos a obrigação de orar muito, pois só a irrigação da oração pode fecundar a terra do mundo atual para gerar novos cristãos. Ela é diálogo e encontro com Deus em nossas moradas a fim de que O descubramos em nossa intimidade. Sem ela não podemos nos unir e nos conformar a Cristo, de forma que Ele seja em nós e através de nós. Como conhecer o que Deus quer de nós, se não falamos com Ele? Quando pretendemos servir alguém, o primeiro que fazemos é perguntar-lhe o que quer que façamos. Ora, se a oração é o diálogo com Deus e não perguntamos a Deus qual é o seu plano para que nós O sirvamos, como poderemos servi-Lo? Só o serviremos bem, se bem orarmos.

Esforço para rezar 

Em muitos momentos os nossos esforços por rezar parecem infrutíferos e inúteis. Parece que não só a inteligência, mas todas as nossas faculdades mentais (vontade, imaginação) estão adormecidas. Ficamos atordoados e temos a impressão de que não temos nada a dizer ao Senhor. Somos incapazes de coordenar qualquer ideia. Nestes momentos, temos que nos deixar ficar nas mãos de Deus, entregar-nos, porque é a hora do coração falar. Não mais o cérebro, mas o coração e ele o fala melhor que a inteligência, pois como nos ensina Santa Teresa “a oração não consiste em pensar muito, mas em amar muito”.

O nosso coração deve arder por se entregar ao Senhor com grande ímpeto de amor e dedicação, pois temos que nos dedicar a Deus servindo ao Criador enquanto Ele quiser que aqui permaneçamos.  Apesar de não termos muito a oferecer ao Senhor, entreguemos nossas misérias, nossos insucessos, nossos egoísmos, de modo a nos abandonarmos em Seus braços quando fazemos oração. Devemos pedir a graça do Espírito Santo que sopra onde e como quer, nos oferecendo com o tudo que temos, pois sabemos que não podemos fiar-nos em nós, temos que confiar em Jesus. E assim segue a nossa oração e se nós nos abandonarmos no Senhor, é uma boa oração. A oração dos filhos de Deus, que sabendo que não são nada, tudo esperam do Senhor e ao Senhor se entregam sem reservas.

A oração do cristão nunca é monólogo, Deus fala no silêncio. Nós é que precisamos estar atentos e temos que ter o espírito liberto das preocupações diárias e nos concentrar apenas em Deus. A partir deste ponto, a oração se transforma no diálogo amoroso entre Pai e Filho, entre o Criador e a Criatura. Não há como falar com Deus senão com esta predisposição de ouvi-Lo em nosso cotidiano. A oração deve ir sempre além dos nossos sentimentos ou falta de vontade, ela precisa da nossa decisão de dialogar com o Senhor. Por mais defeitos que tenha, se há perseverança da vontade e luta diária na batalha que devemos travar todos os dias até a nossa morte, pois quem batalha todo o dia, dificilmente perderá a guerra.

Gabriela da Silva
Consagrada da Comunidade Católica Pantokrator

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