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O que mais eu posso dar para Deus?

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Santa Teresinha do Menino Jesus disse essa frase, uma menina que deu tudo ao bom Deus, deu sua vida, seus afetos, sua família, até mesmo seus sofrimentos. Tudo ela ofertou por amor. Louvo a Deus pela vida dos santos, que são para nós um exemplo de como amar a Deus com generosidade, gratidão, alegria e oferta.

São tão lindas essas palavras… Generosidade, gratidão… Nós as usamos tantas e tantas vezes e acabamos por nos acostumar com elas e não meditar no sentido profundo que nos trazem. Será que somos generosos e gratos pelo que recebemos do Bom Deus? Será que poderemos um dia dizer que demos tudo e que amamos a Deus até o fim? Deus deu Seu Filho único para morrer por amor a nós, pela nossa salvação. E o que nós temos dado para Deus?

O mundo foi contaminado pelo pecado; e quando ouvimos alguém falar em dar alguma coisa, já ficamos receosos e, como que automaticamente, começamos fazer cálculos de qual medida usaremos na doação, seja do que for. Se vou doar roupa, escolho aquelas mais velhas e, por vezes até sem condições de uso. Se vou devolver o dízimo, escolho o que sobra, se sobrar algo. Se pedem para dar a vida, a medida reduz quase a zero; afinal, roupa, tudo bem doar; dinheiro, tudo bem também; é bom dar esmola; agora, a vida??? Não preciso dar tanto assim, isso é exagero!

“Amar é tudo dar”

O contrário do amor é o egoísmo, ou seja, tudo reter. Quando fazemos cálculos da nossa medida de generosidade, de doação, então falhamos no amor e cedemos ao pecado do egoísmo. Na passagem de Lucas 21, 1-4, vemos um exemplo de medidas do amor, em que Jesus nos mostra qual a medida que devemos usar na doação: “Levantando os olhos, viu Jesus os ricos que deitavam as suas ofertas no cofre do Templo. Viu também uma viúva pobrezinha deitar duas pequeninas moedas, e disse: ‘Em verdade vos digo: esta pobre viúva pôs mais do que os outros. Pois todos aqueles lançaram nas ofertas de Deus o que lhes sobra; esta, porém, deu, da sua indigência, tudo o que lhe restava para o sustento’”.

Aquela viúva deu tudo que tinha. Se ela parasse para fazer cálculos, certamente não teria dado nada; afinal, era lícito usar daquelas moedas para seu sustento, era a única coisa que tinha; mas ela escolheu o amor, ela escolheu, como Santa Teresinha, “tudo dar”.

Podemos citar inúmeras pessoas na história além dessa viúva, que escolheram dar tudo ao Bom Deus: Santa Madre Teresa de Calcutá, Santa Teresa de Jesus, São João da Cruz, entre muitos outros. E a pergunta que fica é: será que um dia nosso nome estará nessa lista? Será que um dia teremos a alegria de ouvir do Senhor o mesmo que disse da viúva: “ela deu tudo que tinha”?

Deus nos ama desde sempre e para sempre, e escolhe contar conosco para pôr o amor em movimento nos gestos de generosidade, doação, e gratidão que praticamos com nossos irmãos no mundo. Atitudes simples de doação que vão para além da doação material: doar o tempo para escutar o outro, dar um bom conselho, doar os dons em favor do Reino, seja fazendo uma leitura na Missa ou passando uma tolha que cobrirá o altar do Senhor, doar um tempo para fazer uma oração por alguém, enfim, inúmeras são as formas de amar, de dar tudo que temos. Cabe a cada um de nós sempre nos perguntar: “que mais eu posso Te dar, Senhor?”

A Virgem Santíssima não foi hesitante, não fez cálculos, ela deu tudo que tinha, ela se fez nada; e o Tudo Se fez nela para nossa redenção. Imagine se ela tivesse pensado nos riscos que corria de ser julgada e abandonada por José, se ela tivesse calculado os gastos que teria com a criança?

A Virgem Santíssima não fez cálculos; ela amou sem medidas.

Peçamos a sua intercessão para que possamos também amar sem medidas, dar tudo ao Senhor, na certeza de que nosso tesouro está no céu e que vale a pena dar tudo pelo Tudo.

Comecei essa reflexão pelas mãos de Teresinha e com ela termino com o trecho de um poema seu, sobre dar sem medida no amor:

“Viver de Amor é sem medida dar,
recompensas não reclamar na vida.
Hei de dar tudo sem jamais contar,
pois quando se ama não se tem medida.
Ao Coração Divino, com ternura,
concederei o que pedido for.
Tão somente será minha ventura
viver de Amor!”

Que o Bom Deus nos abençoe e o Espírito Santo nos mantenha firmes nessa aventura de dar tudo por amor.

Fernanda Guardia 
Consagrada da Comunidade Católica Pantokrator 

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Ao tornar-se um Construtor da Fé você participa da Obra de Pantokrator e constrói a fé no coração de milhares de pessoas mensalmente atingidas pela nossa Obra. E ainda colabora na estrutura missionária e na formação dos sacerdotes da Comunidade Pantokrator.

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