Hulk e o Bruce Banner: O processo de pecado e conversão

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hulk

Todo super-herói tem sua identidade civil e a “heróica”. Não é diferente com Bruce Banner, também conhecido como Hulk. Conhecido como uma das mentes mais brilhantes do universo Marvel, Bruce era um cientista que trabalhava com raios gama na base nuclear dos EUA. Num acidente em um dos testes, foi atingido por esses raios e teve seu DNA modificado. Bem… a história toda terá que ficar pra outro dia; o fato que quero ressaltar é como podemos traçar um paralelo entre o pecado e a conversão olhando para a vida desse super-herói.

Hulk e o seu poder 

O Hulk, personagem que tem a força física como seu principal poder, mas não o único, tem uma personalidade quase que infantil e muitas vezes grotesca, comparada à racionalidade de sua forma humana que não tem controle nenhum de quando seu companheiro irá assumir sua forma. Com isso, entendemos as diversas cenas onde Bruce acorda em um lugar desconhecido e se dá conta da destruição que causou; isso não te soa familiar? O pecado muitas vezes nos revela um outro “eu”, cheio de egoísmos, invejas e disputas tolas; podemos até dizer que esses impulsos são incontroláveis e, depois de já feito, lamentamos nossa falta de controle sobre nós mesmos.

Outro fato interessante é que, mesmo sendo considerado um dos homens mais inteligentes do planeta, quando Hulk assume sua forma, essa inteligência é reduzida a quase zero. Segundo o raciocínio neste texto, onde o Hulk para nós significa nosso pecado e descontrole, acertamos em concluir que o pecado nos emburrece, não importa quem sejamos, pois ele nos afasta da verdade que é Deus. Podemos dizer também que ele nos infantiliza, pois só uma criança não tem controle total sobre seus atos.

Aceitamos viver assim, uma infantilidade espiritual. Não confunda com Santa Terezinha, que nos fala da infância espiritual. A infantilidade, pelo contrário, nunca busca assumir as consequências de seus atos diante de Deus, colocando a culpa sempre na tentação e no inimigo, e parando de olhar para sua falta de vontade em assumir seu processo de conversão. Assumimos identidades de monstros que não têm controle sobre si mesmos, negando toda nossa razão e vontade dadas por Deus. Sejamos fortes e corajosos em tomar medidas proporcionais aos nossos pecados para os exterminarmos, assim como um herói busca em uma luta incessante contra o mal.

Não podemos parar de lutar, não podemos nos cansar em vencer o mal em nós, pois esse é o nosso processo de conversão; por mais dolorido que ele seja, nos levará para o céu. Sempre olhando para o maior dos super-heróis, nosso próprio Senhor, que não se cansou em se dar para nós em remissão dos nossos pecados.

Juntos até o céu.

Tayná Barbosa 
Postulante da Comunidade Católica Pantokrator

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