Home Artigos Pantokrator O verdadeiro cristão tende a experimentar a alegria de transcender

O verdadeiro cristão tende a experimentar a alegria de transcender

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Este texto é para você que tem a capacidade de amar, de perdoar, de dar a vida por uma causa maior, de transcender! Mesmo que a princípio não reconheça essa capacidade em si.

Sobre transcender

No campo da psicologia, a transcendência é a capacidade do ser humano de transpor certas barreiras emocionais, de superar-se. Na Filosofia, a palavra “transcender” significa superar os limites do conhecimento, carregando um sentido mais racional.

A Razão e a Vontade, que norteiam nossas escolhas e o uso de nossa liberdade, são próprias dos seres humanos e nos diferenciam dos animais “irracionais”. Temos um espírito, vocacionado ao Encontro definitivo com Deus. É por isso que ousei afirmar acima, que você, leitor, possui a capacidade de transcender. Isto porque ela é um potencial existente em cada ser humano. Potencial muitas vezes esquecido e escondido. E este texto tem por objetivo resgatá-lo dentro de cada um de nós.

Pelo fato de termos um espírito, carregamos uma sede que não se pode preencher com as coisas deste mundo: o Amor de Deus! As coisas deste mundo e as pessoas podem nos conduzir a Ele, mas isso tudo não “É” Ele.

É por isso que a maneira com que utilizamos as coisas e nos relacionamos com as pessoas podem nos levar a duas consequências. Que pode ser o “vazio” de quem se decepciona com expectativas frustradas ao tentar usufruir de tudo isto de maneira desordenada. Ou à plenitude de quem, em meio a tudo isto, faz experiências transcendentes com o Amor de Deus.

Situações concretas de transcendência

Gostaria de citar aqui, exemplos que me chamam a atenção de pessoas que souberam acolher, em seu ser limitado, a presença ilimitada de Deus, Seu Amor e ensinamentos. E a partir daí, deram uma resposta completamente “fora do óbvio” do que se esperaria frente aos desafios que a vida lhes apresentou:

– São João Paulo II, no dia treze de maio de mil novecentos e oitenta e um, sofreu um atentado, levando um tiro que não lhe foi fatal, embora fosse esse o objetivo. Diante de um leque de escolhas que nosso querido Santo poderia ter feito, ele preferiu visitar o culpado na prisão, perdoá-lo e absolvê-lo de seus pecados;

– São Maximiliano Kolbe, prisioneiro no campo de concentração de Auschwitz, escolheu entregar a sua vida à morte no lugar de um pai de família que fora sorteado para a execução.

Não quero me delongar nos muitos exemplos de quem soube transcender de maneira notável. Venho apenas lembrar que práticas simples do quotidiano são capazes de “trazer o Céu à Terra”.

Perceber a Presença de Deus na natureza e em Suas criaturas, ouvir as histórias de vida de algum idoso solitário. Consumir nosso tempo para socorrer alguém que esteja passando por dificuldades, testemunhar nossas experiências com Deus diante daqueles que mal O conhecem.

Servir um mendigo com um delicioso e generoso prato de comida, unir-nos a Deus pela Eucaristia e através dos Sacramentos, conduzir as crianças à gargalhada. Estarmos realmente mergulhados nas reuniões de família, fazer o exercício de lembrar que Deus está conosco em nossas festas, em nossas tristezas e quando tudo está “dentro do normal”…

O que isto gera em nós?

Eu tenho certeza de que você já experimentou a transcendência mesmo que de maneira tão discreta a ponto de não reconhecer esse fato. Tente se lembrar de suas vivências neste momento. Você concorda que essas experiências geraram uma paz inexplicável?

É libertador quando, diante dos fatos da vida, vamos além dos instintos. E assim, conseguimos exercer o mais elevado de nossas capacidades humanas.

“Colhemos o que plantamos” – nada de melhor se poderia esperar que as consequências de situações em que escolhemos transcender. Tais como reconciliações, perdão, um abraço colhedor, palavras de ânimo, e tantas outras coisas lindas!

“Volta por cima” em situações que poderiam ser caóticas se tivéssemos escolhido agir por impulso. Ao transcender, colhemos libertação, alegria, paz. Isto porque exercemos o melhor de nossas capacidades.

Nascemos para ser cristãos plenos e não cristãos “meia tigela” como diz a expressão popular.

Luiza Torres
Discípula da Comunidade Católica Pantokrator

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Luiza Torres
Postulante da Comunidade Católica Pantokrator

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