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O vício do celular, como vencer?

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Vivemos em uma sociedade adornada pelo material, na qual há um culto pelo concreto que fornece o “status quo” ao indivíduo. Nossas conquistas são majoritariamente alicerçadas em objetos de valor, mas que passam a “superficializar” o homem, suas prioridades e seus objetivos. Atualmente o consumo não é somente medida quantitativa, mas qualifica o sujeito e suas ideias, e um dos maiores exemplificadores de tal mecanismo é a adesão e popularidade do celular.

A tecnologia e o celular 

A tecnologia trouxe exponenciais desenvolvimentos para o homem contemporâneo, isso vem desde a Terceira Revolução Industrial e utilizar o celular não é algo negativo. Ele é um facilitador das nossas pendências cotidianas e um mediador de muitos dos nossos relacionamentos, porém a problemática vem quando criamos uma relação de dependência total para viver e até para ser feliz. Não podemos ser um produto do celular, ou sermos determinados pela sua presença. Não é correto que coexistamos de nada efêmero e material, muito menos de um aparelho pequeno e inanimado.

É evidente que a utilização do celular ultrapassa o saudável quando percebemos que ele funciona como a essência para preceder a nossa existência. O celular vicia, e não é pouco. Ele concentra todas as redes sociais, as opiniões dos outros sobre nós, nosso contato com um número absurdo de pessoas, com notícias, jogos e o agravante, ele é móvel. O celular fornece todos os preceitos basilares para nos escravizarmos do olhar do mundo, ele é a chave para muitas das nossas futilidades e com muita facilidade toma o lugar do Senhor das nossas vidas. Passamos a viver à medida dele e assim como um usuário precisa sempre da droga, o homem contemporâneo, muitas vezes é viciado na aprovação, no contato e no imediatismo passados por esse canal que é o celular.

celular

O triste é que tal comparação com usuários não é ilustrativa e nem metafórica. É comprovado cientificamente que pessoas que estão sempre conectadas e dependentes, quando têm seus celulares retirados, entram em situação de abstinência, ficam desesperadas, como um drogado que precisa da cocaína ou do crack, seja lá qual for a droga. Isso é assustador, o alcance que isso tem em muitos de nós, em mim e em você, é assustador como estamos vulneráveis e vazios, como estamos desesperados por uma verdade que tape e supra a nossa sede de algo maior. Como precisamos de Jesus e cobrimos isso com dependências!

Não quero desclassificar a dor e o impacto que isso tem em nossas vidas, pois eu sei que é muito grande, mas é preciso que a gente pondere a que ponto nós chegamos, como estamos sendo “objetificados”. Mas nós podemos sair disso, é possível sair do vício do celular, é real a possibilidade de usufruir dele de maneira sadia, aproveitando do desenvolvimento tecnológico conquistado pelo homem. A primeira coisa que devemos fazer em um momento confuso é entregar para Jesus. Sei que pode parecer “piedosismo” ou algo do gênero, mas sem a confiança no amor d’Ele e sem a fé na mudança, não saímos do lugar.

Tente, aos poucos reduzir o tempo de uso. Por exemplo, se você tem costume de usar o celular em todas as refeições, tente cortar em uma delas. Quando conseguir cortar em uma, tente em mais uma. Ou até se você tem o costume de usar o banheiro utilizando do aparelho, reduza nessa ação prática, se está estudando ou trabalhando e o celular não é essencial, deixe longe de você para não tirar o seu foco ou te distrair.

Comece aos poucos e tenha muita paciência com você, o objetivo não é virar nenhum eremita, mas não ceder à materialização constante do mundo que quer te afastar da maior verdade de todas. As medidas são simples e não há nada de muito extraordinário, mas na maioria das vezes a mudança vem nas coisas óbvias e mais pequeninas do nosso cotidiano.

Ana Clara Gonçalves 
Engajada na Comunidade Católica Pantokrator

Ana Clara Gonçalves
Engajada na Comunidade Católica Pantokrator

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