Paternidade :A importância do pai na educação dos filhos

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Educar os filhos é uma grande missão que Deus confiou aos pais. De maneira especial, o pai possui uma importante responsabilidade, que deve ser por ele assumida e intensamente vivida a fim de que sua vocação seja plenamente realizada no seio familiar, na sociedade e na Igreja

O que é educar?

Educar é como lapidar uma pedra bruta na certeza de que no seu interior existe uma bela escultura a ser revelada. Em outras palavras “educar é promover o crescimento e o amadurecimento da pessoa humana em todas as suas dimensões: material, intelectual, moral e religiosa… a educação é a melhor herança que os pais devem deixar aos filhos”1.

Para nós, cristãos católicos, educar os filhos é uma missão assumida diante de Deus e da Igreja já na celebração do nosso matrimônio. É ali que prometemos receber com amor os filhos que Deus nos confiar, educando-os segundo a lei de Cristo e da Igreja. Aqui ressaltamos que a educação não é apenas papel da mãe, como muitos imaginam, mas igualmente do pai, que é chamado a ser presente em todos os momentos na vida dos filhos, com seu exemplo, sua autoridade e na busca de levar os filhos a crescer nas virtudes, cultivando neles a moral cristã e os bons costumes“dar bom exemplo aos filhos é uma grave responsabilidade para os pais”2.

pai

A figura do pai 

O pai se destaca, em um primeiro momento, como companheiro da mãe, por meio dele, o filho, ainda bebê, aprenderá a se diferenciar da mãe. É o pai que assume de maneira principal a função da repreensão e da disciplina, é ele quem introduz muitas vezes o “não” para os filhos, dando-lhes a noção de proibição, de limite, ensinando-os a não conduzirem suas vidas apenas por desejos advindos das “modinhas” ou de suas próprias carências.

O pai é a estabilidade do lar, é a segurança da esposa e dos filhos, ele é a cabeça do casal, assim como Cristo é a cabeça da Igreja, como nos narra São Paulo em sua Carta aos Efésios3. Todo o corpo sofre se a cabeça não funciona bem. Como pais, carregamos uma grande responsabilidade.

Ainda que a sociedade venha querendo impor mudanças radicais nas estruturas familiares ao longo das últimas décadas, a importância do pai na vida e na educação dos filhos não mudou, nem mudará. Precisamos estar atentos, nós, pais cristãos, para que não sejamos influenciados por esta “onda” de revolução que sutilmente entra em nossos lares, principalmente através dos meios sociais.

Assumindo a paternidade

Não podemos ser pais pela metade, precisamos assumir o nosso “ser pai” acolhendo com amor e maturidade as exigências e sacrifícios inerentes a esta condição. É preciso dispor de tempo para com os filhos, tempo precioso para estabelecer laços de afinidade e principalmente de cumplicidade, que será de grande valia quando o filho chegar à adolescência e juventude, momento em que os valores do mundo se apresentam de forma tão encantadora.

É preciso (de) tempo também para brincar, principalmente quando os filhos ainda estão na infância, (de) não ter medo de rolar no chão com os filhos, pois estes momentos ficarão gravados para sempre em suas memórias (dos filhos – repetição), e também em nossas memórias. Aqui cabe lembrar que não é a quantidade do tempo, mas sim a qualidade do tempo dedicado aos filhos. Quantos de nós não “perdemos” horas e horas diante da televisão ou nas redes sociais privando os filhos de terem pais presentes, que lhes dêem atenção, amor e carinho. Isso é algo que precisamos refletir.

A figura masculina é de fundamental importância, sua ausência pode acarretar consequências negativas à criança, que não terá um modelo masculino em casa que se diferencia do modelo feminino da mãe. Estudos mostram que o pai contribui para o desenvolvimento de uma boa estima e na formação de um adulto que saberá lidar melhor com situações de estresse e também diante das frustrações da vida.

É o pai que possui o papel de orientar os filhos, de dar a eles as respostas às suas perguntas. Como pais, precisamos dar bons conselhos aos nossos filhos, elogiá-los, quando merecerem, a fim de fazer crescer a sua autoestima e confiança, repreendê-los quando necessário, mas jamais castigá-los injustamente. Como pais, temos a responsabilidade de ensinar nossos filhos a pensar, a analisar, e a refletir sobre o bem e o mal, ensinando-os a escolherem sempre pelo bem.

Por fim, porém o mais importante, nossos filhos precisam se sentir amados. Como pais, não podemos ter medo de dizer a cada um deles “eu te amo” todos os dias. Como homens, muitas vezes, temos receio de demonstrar afetos, principalmente se nossa criação foi muito dura ou rude, mas nossos filhos têm o direito de se reconhecerem amados e queridos, desejados pelos pais.

Que neste dia em que celebramos o Dia dos Pais, possamos assumir a nossa paternidade; ser um pai na vida de um filho. Peçamos o auxílio de São José, homem que de maneira exemplar assumiu sua paternidade, sendo fiel ao seu chamado, e que soube guardar o Senhor em sua infância, educando-o segundo os desígnios do Pai.

1 AQUINO, Felipe Rinaldo Queiroz. Família, Santuário de Vida. Ed. Cléofas. 2002.
2 Catecismo da Igreja Católica, §2223.
3 cf. Ef 5,23

Allan Dionisio Vieira de Oliveira
Consagrado da Comunidade Católica Pantokrator

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