Posso morar junto com meu (minha) namorado (a)?

2

A coabitação está substituindo o casamento, ou seja, está se tornando a experiência mais comum entre jovens homens e mulheres. Se formos considerar as noivas que sobem ao altar nesse início de milênio, metade delas já viveu junto com um namorado.

Para os jovens de hoje, a primeira geração a crescer após a revolução do divórcio, “morar junto” parece ser uma boa maneira de conseguir ter os benefícios do casamento e evitar os riscos e danos do divórcio. Casais que vivem juntos poderiam dividir as despesas e aprender mais um sobre o outro. Poderiam descobrir se o parceiro tem as qualidades esperadas para um casamento. Se as coisas não derem certo, seria fácil terminar tudo. Casais que “moram juntos” não precisam procurar permissão legal ou religiosa para dissolver sua união.

Não é surpresa que os jovens adultos sejam a favor da coabitação. De acordo com pesquisas, a maior parte dos jovens diz que é uma boa idéia morar com uma pessoa antes de casar. Mas uma revisão cuidadosa dos dados e das evidências das ciências sociais sugere que “viver juntos” não é uma boa maneira de se preparar para o casamento ou evitar o divórcio. Na verdade, mostra-se que o aumento do número de casais que “moram juntos” não é uma tendência positiva para a família.

Uniões de coabitação tendem a enfraquecer a instituição do casamento e criam grandes riscos para mulheres e crianças. As pesquisas indicam, especificamente, que:
– “Morar junto” antes do casamento aumento o risco de término do relacionamento após o casamento;
– “Morar junto” fora do casamento aumenta o risco de violência doméstica contra as mulheres, e o risco de abuso físico e sexual contra as crianças;
– Casais não casados têm menores níveis de felicidade e bem-estar do que casais casados.

Essa geração de jovens adultos sabe muito sobre a fragilidade do casamento, e por isso é especialmente importante para eles saberem o que contribui para o sucesso conjugal e o que pode ameaçá-lo. Entretanto, muitos jovens sabem pouco sobre os fatos básicos acerca da coabitação e seus riscos. Os pais, professores, clérigos e outros que instruem os jovens em matéria de sexualidade também não estão bem informados sobre as evidências das ciências sociais a esse respeito. Portanto, um dos objetivos deste artigo é informar sobre as pesquisas na área.

Cadastre-se grátis e receba todas as novidades do site por e-mail

Ao mesmo tempo, reconhecemos as grandes tendências sociais e culturais que fazem da coabitação um tipo de relacionamento atrativo para muitos jovens adultos hoje em dia. Ao que parece, a coabitação de não-casados não vai acabar. Dada essa realidade, um segundo objetivo deste artigo é lançar a pergunta: “Devemos morar juntos?”. Oferecemos quatro princípios que podem ajudar. Esse princípios poderão não ser as últimas palavras sobre o assunto, mas são consistentes com as pesquisas disponíveis, e podem ajudar jovens adultos que nunca se casaram a evitar perdas dolorosas em suas vidas afetivas e alcançarem casamentos satisfatórios e duradouros.

1. Nunca “more junto” com alguém antes do casamento. A coabitação não ajuda, e pode ser muito danosa enquanto “teste” para o casamento. Não há evidência de que a decisão de coabitar antes do casamento resulte em casamentos mais fortes do que os casamentos de quem não “mora junto” antes, e algumas evidências sugerem que o fato de “morar junto” antes do casamento aumenta as chances de término do relacionamento após o casamento.

>>Acesse nosso Canal de Formação! Clique Aqui!

2. Não faça da coabitação um hábito. Conscientize-se dos perigos de múltiplas experiências de “morar junto”, tanto para seu próprio senso de bem-estar quanto para as chances de você conseguir estabelecer um relacionamento forte para a vida toda. Ao contrário do que diz a sabedoria popular, você não aprende a ter melhores relacionamentos a partir de múltiplos relacionamentos de coabitação fracassados. Na verdade, coabitar com várias pessoas é um sinal forte de chance de insucesso nos futuros relacionamentos.

3. Quanto mais se “mora junto” com um(a) parceiro(a), maior a chance da ética de pouco compromisso da coabitação se estabelecer em sua vida, o exato oposto do que exige um casamento duradouro.

4. Não coabite se crianças estiverem envolvidas. As crianças precisam e devem ter pais comprometidos em permanecer juntos no longo prazo. Pais que coabitam terminam seus relacionamentos com uma frequência muito maior do que pais casados, e os efeitos do término do relacionamento podem ser devastadores e duradouros. Além do mais, crianças que vivem em uniões na base da coabitação, com padrastos ou com o namorado da mãe, estão em uma situação de risco muito maior de abuso sexual e violência física – incluindo violência letal – do que as crianças que vivem com pais biológicos casados.

Fonte: Vida e Castidade

2 COMENTÁRIOS

  1. O que vocês ensinam ai está de acordo com a maneira do redator de viver a vida, logo se eu ou qualquer outro adota outros valores de comparação pra seguir a vida, não há como julgar que dará errado a coabitação dele. E esse tom de imperatividade se exprime na erraticidade, logo que o que pode dar certo pra você, pode não dar certo pra mim, concluindo que o escritor desse texto DEVE dizer a fonte da “pesquisa” citada e dar CONSELHOS, e não ‘mandar’ por assim dizer. Compreendam a individualidade de seus leitores e cada respectivo caso.

    • Caro Claudio,
      Esse texto foi extraído do Blog Vida e Castidade, você pode acessar pelo link no final da matéria e entrar em contato diretamente com o autor se assim preferir. Mas diante do que você comenta gostaria de esclarecer que esse artigo visa orientar os jovens católicos segundo a doutrina cristã católica e não apenas segundo a opinião ou experiência pessoal do autor.
      O casamento é uma instuição que existe desde o início da humanidade como uma união natural entre um homem e uma mulher para formar uma comunidade de vida e amor, e continua acontecendo até os dias de hoje em todas as sociedades humanas. Cristo elevou essa união natural à dignidade de sacramento e para os cristãos católicos essa é a forma pela qual devem se unir. A união entre um homem e uma mulher é sagrada e se consuma no ato conjugal. Essa união envolve o ser inteiro da pessoa (corpo, alma e espírito) e deve acontecer como sinal de amor onde um se doa plenamente com todo seu ser para o outro e acolhe o outro plenamente em sua vida. Esse é um compromisso duradouro, é comprometimento para a vida toda. Um compromisso feito na liberdade e no amor e que exige esforço para fazer o relacionamento perdurar e amadurecer. O relacionamento sexual só deve acontecer quando há um compromisso assim, pois só desse modo pode haver um ambiente favorável para a geração e educação de novas vidas que são fruto natural do matrimônio.
      A coabitação caminha numa direção contrária a esse compromisso verdadeiro, pois nela não há a doação plena de si para o outro já que diante das dificuldades o opção por abandonar o outro se torna a saída mais obvia. É um teste e se o outro não servir para mim eu o descarto ou vice versa.
      O caminho cristão é sempre o caminho do amor, da doação de si, de ultrapassar os próprios limites em favor do bem do outro e o matrimônio cristão segue esse caminho. Um caminho que eleva e dignifica o ser humano, que aponta para o alto, para a união do homem com Deus na eternidade.
      Porém isso tudo é uma proposta de vida cristã coerente com o Evangelho e os ensinamentos da Igreja. Essa proposta se dirige a todos os homens como um grande bem, mas nem todos são capazes de acolhe-la infelizmente, porque acreditam que o seu bem está em viver de outra forma. Anunciar a verdade segundo a fé católica não é desrespeitar a individualidade de ninguém, pois cada um é livre para aderir ou não a essa verdade. Não podemos deixar de anunciar aquilo que acreditamos.
      Sobre a fonte da pesquisa citada, realmente é uma pena que não tenha sido explicitada pelo autor. Seria muito positivo ter essa informação no texto.
      Que o bom Deus ilumine o seu caminho.
      Luciane Bidoia

Deixe uma resposta

Por favor, insira seu comentário!
Por favor, insira seu nome aqui.