Prefiro aquilo que Ele preferir. O que Ele faz é o que eu amo.

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O que nos leva a preferir a vontade do outro? Desfazer-nos do nosso querer e desejar o querer do outro? Só o amor por alguém e a confiança de que esse alguém tem consciência de seus atos, não é verdade? E quando se trata do próprio Deus, como agimos? Muitas vezes, parece óbvio para nós que Ele sendo onisciente e todo amor, sabe sempre o que é bom! Mas será que é tão simples assim preferir e aderir à vontade de Deus em nossas vidas?

Deus nos fez livres

Somos seres livres. E Deus respeita nossa liberdade até o fim. Deus é capaz de tudo, menos de agir contra a nossa vontade. Temos total liberdade de escolha e de ação.
Ao nos criar, Deus colocou em nossa alma a inteligência e a vontade. São duas faculdades da alma humana, que iluminadas pelo Espírito Santo, direcionam-nos ao conhecimento e ao desejo de Deus. Sendo assim, Deus criou o homem livre, mas em sua alma inspirou o desejo de conhecê-lo e encontrá-lo. Todo homem e toda mulher são seres essencialmente religiosos, não bastam a si mesmos. Por isso, mesmo inconscientemente, buscamos algo além de nós, algo que nos transcenda e nos realize.

Deus Se revela a nós

É desejo de Deus que O conheçamos. Ele Se revela a nós através de Jesus Cristo: “Aquele que me vê, vê também o Pai” (conf. João 14,9), diz Jesus no Evangelho. Através da entrega de Cristo na Cruz, Ele também revela a nós a imensidão do Seu Amor e o Seu desejo de que sejamos salvos e felizes.
Uma vez que conhecemos a Deus e experimentamos Seu Amor, somos capazes de decidirmo-nos por segui-lO e por também amá-lO. E é aí que entra a nossa liberdade.
“Disse-lhes Jesus: “Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e cumprir a sua obra.” (João 4,34)
O que preferimos? Fazer a nossa vontade ou deixar que a vontade de Deus prevaleça sobre a nossa? Tantas vezes nos encontramos diante dessa situação, não é? Incluem-se aí as grandes e pequenas decisões do cotidiano de nossas vidas.
Não é simples e nem nada fácil preferir a vontade de Deus. Às vezes, nossas razões parecem muito mais coerentes e “justas”. Optar por Sua vontade é sempre um exercício de amor a Deus e confiança de que Ele sabe o que é melhor para nós.
Aprendamos com o próprio Cristo, que por meio de Sua humanidade, nos ensina a amar a vontade do Pai e a alimentarmo-nos dela, como um gesto de confiança em Deus, de amor a Ele e de comunhão com Aquele que nos AMA e deseja para nós a FELICIDADE PLENA.
Que o Bom Deus nos abençoe!

Adriane Luz
Consagrada da Comunidade Católica Pantokrator

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