Quanto mais conheço a Deus, mais eu me conheço

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Você já se perguntou: “Será que eu me conheço? Quem eu sou?” O autoconhecimento, além de ser um “assunto em alta”, é uma característica inerente ao ser humano. Buscamos repostas acerca de quem somos, de qual nosso papel ou nosso lugar nesse mundo. Mas qual a melhor forma de saber se eu me conheço?

O fenômeno da busca do autoconhecimento tem gerado uma procura incessante das pessoas por livros, palestras e serviços de autoajuda. Não é errado buscar alternativas que nos auxiliem a responder a essas questões existenciais. Mas, acima de tudo isso, o primeiro caminho que devemos percorrer para nos conhecer melhor é o caminho que nos leva ao conhecimento de Deus. Pois, quanto mais conheço a Deus, mais eu me conheço.

Autoconhecimento e amizade com Deus

Sabe aquelas amizades verdadeiras? Não aquelas que se perdem nos desencontros. Mas aquelas que crescem com o tempo, que se fortalecem na intimidade e que perduram pela vida toda? Esse tipo de amizade é raro e por isso deve ser cultivado.

A intimidade que é gerada com o tempo faz com que os amigos se compreendam apenas com o olhar. Revela as qualidades e também os defeitos. Um amigo sabe quando o outro não está bem, ou como o outro reagirá diante de certa situação. O amigo vai fundo nos sentimentos do outro e às vezes enxerga coisas que o outro nem vê. O amigo sincero consegue olhar para nossas falhas com olhar caridoso e sabe nos mostrar a realidade, mesmo quando não é bem aquilo que queremos ouvir. Mas também o amigo é aquele que nos encoraja e nos anima quando sabe que somos capazes de atingir nossas metas.

Dentro de uma amizade verdadeira, sinceridade e confiança são itens essenciais e indispensáveis para que possamos conhecer o outro e nos deixar conhecer também. Nem preciso dizer que este nosso amigo verdadeiro e fiel é nosso bom e amado Deus. Quando nós permitimos, dando a Ele a liberdade de entrar em nossas vidas e buscamos conhecê-l’O melhor, vamos nos aproximando e ganhando intimidade.

A intimidade com Deus nos eleva ao status de “melhores amigos”. Essa proximidade e sintonia vão nos permitindo adentrar mais em Seus mistérios e, através deles, o Senhor vai nos revelando quem nós somos.

Essa “revelação”, esse conhecimento de quem somos, é gradual. Ninguém vai receber a resposta pronta e na maioria das vezes também não é rápida. Ninguém tem a reposta certa para te dar. É um relacionamento que se constrói aos poucos, com amor e misericórdia.

Se Deus nos dissesse quem somos de primeira, talvez não suportássemos ou então não saberíamos a maneira certa de usar nossas forças. É preciso ter paciência e estar atentos aos sinais que Deus nos mostra.

Essa intimidade e amizade são conseguidas e cultivadas através da oração. Reze, reze muito e reze sempre. Não existe fórmula mágica de autoconhecimento ou de autorrealização. Para se conhecer é preciso buscar, buscar em Deus. Os outros meios, como livros  etc, podem ser ferramentas que nos auxiliam a ter uma compreensão melhor. Mas, cuidado! Pois nossa fonte inesgotável de sabedoria e graça deve ser sempre Deus. “Vós me procurareis e me haveis de encontrar, porque de todo coração me fostes buscar” (Jr 29,13).

Vanessa Cícera 
Consagrada da Comunidade Católica Pantokrator 

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