Que diferença faz ser cristão?

| 14 de dezembro de 2018 | 0 Comentários

Segundo o Papa emérito Bento XVI, vivemos numa Ditadura do Relativismo, isto é, o mundo nos impõe que não existe mais verdade absoluta, há a eliminação da Verdade bíblica e cristã, de nossa fé e da doutrina católica. Assim, que diferença faz ser cristão nos dias de hoje?

Cristão: Sal da Terra e Luz do Mundo

Logo após Jesus proclamar as bem-aventuranças no Sermão da Montanha, Ele nos chama de Sal da Terra e Luz do Mundo (cf. Mt 5. 13a; 14a.) Mas o que queria Jesus dizer com essas imagens?

A função do sal é dar sabor ao alimento. No caso do testemunho cristão é um convite a dar sabor novo ao mundo dominado pela corrupção humana. É trazer um tempero diferente paras as vidas “insossas” de nossos irmãos; vidas estas, sem a graça do Espírito Santo. O sal também é associado à aliança sacerdotal feita com Aarão e seus descendentes (Nm 18, 19), bem como à aliança real feita com Davi e sua descendência (2Cr 13, 5).

Já a luz serve para iluminar as trevas. “Ninguém acende uma lâmpada para colocar debaixo de uma vasilha” (Mt 5, 15a). Assim também não pode o cristão esconder sua fé, especialmente em um tempo no qual é tão necessário ser testemunha da Verdade. Entretanto, para que essa luz seja forte e verdadeira, ela não deve partir de nós mesmo, tem que vir da fonte originária, do próprio Cristo.

Ser luz do mundo não é ser luz própria, é ser o portador e dissipador da Luz, assim como João que “veio como testemunha da luz, afim de que todos cressem por meio dele. Não era ele a luz, mas veio para dar testemunha da luz. O Verbo era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem” (Jo 1, 7-9).

 

“Portanto, pelos seus frutos os conhecereis”. (Mt 7, 20)

Desse modo, o cristão é chamado a viver um novo martírio, o martírio da ridicularização, como ensinou o papa emérito Bento XVI. Devemos ser testemunhas não apenas por nossas palavras ou pregações. Nosso testemunho autêntico é viver a radicalidade do Evangelho, é o negar a si mesmo, abraçar a cruz e seguir os passos Daquele que é o “Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14, 6).

Somos chamados a nadar contra a corrente, como exortou o Papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude em 2013: “Ousem nadar contra a corrente. Sejam capazes de buscar a verdadeira felicidade. Digam não à cultura do provisório, da superficialidade e do usar e descartar, que não os consideram capazes de assumir responsabilidades e de enfrentar os grandes desafios da vida”, aconselhou o Santo Padre. Usando outra frase de Francisco, dessa vez do pobrezinho de Assis, “pregue o Evangelho em todo o tempo. Se necessário, use palavras”, pois é pelos frutos que seremos conhecidos e seremos verdadeiras testemunhas.

Lucas Guimarães
Engajado na Comunidade Católica Pantokrator

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Category: Artigos Pantokrator

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