Seja protagonista da sua vida

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protagonista

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Você já parou para refletir se tem sido, de fato, protagonista da sua vida? Em outras palavras: você assume a responsabilidade por suas decisões? Como lida com as consequências positivas e negativas de suas escolhas?

Compreendendo o protagonismo

A palavra “protagonista” é de origem grega, onde “protos” significa “principal” ou “primeiro”, “à frente”. E “agonistes” significa “combatente”. Portanto, é aquele que está à frente da batalha. No teatro, na literatura e em outras artes, o protagonista é o personagem principal do enredo.

Deixamos de ser protagonistas da vida quando nos acomodamos em “terceirizar” decisões. Veja: é diferente ter conselheiros, que nos ajudam a avaliar possibilidades de escolhas, quando ainda estamos estudando os “prós e contras”, e ter alguém que decida por nós. Quando isto acontece, caímos na passividade. Um outro erro, extremo oposto da passividade, é o controle. Ambos são frutos de medos. O passivo tem medo de se culpar, caso sua escolha dê errado. O controlador tem medo do que é imprevisível, e isto demonstra falta de confiança em Deus.

Ser protagonista da própria vida é ser ativo na construção da mesma, é “fazer acontecer”, de acordo com o que o “Autor da Obra” (Deus) espera de nós. A responsabilidade é algo essencial, tanto nos direcionamentos quanto na constância daquilo que escolhemos.

A responsabilidade nos direcionamentos

Ter comprometimento no momento das decisões nos previne contra futuros transtornos. A responsabilidade aqui se dá pelo empenho em não escolher “qualquer coisa”, ou porque esta alternativa é mais fácil de se alcançar. Deve-se levar em conta as possíveis consequências. Importantíssimo também é o autoconhecimento, que nos ajuda a identificar se estamos agindo por “fuga”. São de grande valor os conselhos daqueles que julgamos sábios, nossos confidentes. Mas é necessário entregar todas as situações a Deus, e num diálogo com Ele, no nosso silêncio interior, ponderar tais conselhos, e tomar as decisões por nós mesmos. Lembre-se: O Espírito Santo é o Conselheiro por excelência.

Haverá situações em que precisaremos ser muito firmes para defender nossas escolhas, pois aqueles que mais nos amam e querem nosso bem acreditam que o oposto seria melhor para nós. É por isso que todas as decisões devem ser feitas em Deus: isto nos protege de enganos interiores. O maligno se utiliza de lindas situações para nos enganar. Sendo assim, quando acontecer de nossos amados se comportarem como “antagonistas”, estejamos atentos se estamos interiormente enganados pelo “verdadeiro antagonista” (o maligno).

Diante de todas estas ponderações, assumir os direcionamentos. Pois, se deixamos que outro decida nossas principais escolhas de vida, poderemos nos arrepender amargamente, pode ser que isto nos impeça de viver plenamente o que o Autor da Vida sonhou para nós.

A responsabilidade para a constância

Dentro dos direcionamentos que tomamos, pode ser que nos realizemos, mas também pode ser que nos decepcionemos. Isto é natural. Não se sinta “premiado” se constatou que tomou alguma decisão que seria melhor não ter tomado.

Faça memória da motivação que o trouxe até aqui. Ela é válida? Ela foi feita com sinceridade de coração, de maneira “pura”, livre de interesses inconvenientes? Bom, se você chegou até aqui caminhando com o melhor que podia oferecer, não se culpe! Houve uma tentativa responsável de um protagonista que não está ileso às desavenças. Se chegou até aqui de maneira “irresponsável”, aprenda com o erro, mas não se fixe a ele. Pode até ser que você tenha chegado até aqui lesado com algo que outros te fizeram.

Venho hoje te mostrar o valor da responsabilidade diante dos fatos que “temos em mãos”. Avalie se esta escolha que te incomoda realmente foi um erro segundo os planos de Deus. Avalie se ela é reversível. Caso seja, repita o processo responsável de decidir se continua nesta direção ou se Deus espera que você mude. Caso seja irreversível, use desta situação para se santificar na fidelidade. Sendo assim, cumpra com seus deveres dentro desta escolha de vida, dê o seu melhor, ofereça tudo isto a Deus. Isto é Santidade!

O que importa é acolhermos as consequências positivas e negativas de nossas decisões e lidar com elas da melhor forma, tendo sempre os Ensinamentos de Deus como apoio.

Um adendo …

Existe um discurso que induz as pessoas a serem fiéis a Deus para conseguir algo em troca. É como se Ele tivesse a “obrigação” de nos presentear com algo que tanto desejamos, simplesmente pelo fato de O seguirmos, pelo fato de termos trocado tantas coisas por Ele.

É claro que, por Sua Bondade e Generosidade, poderemos contar com seu Auxílio e confiar sempre. Mas não nos enganemos com a certeza de que teremos as recompensas que mais desejamos em vida como “moedas de troca” pela Fidelidade. Por isto, na sua decisão por Deus, que a motivação seja o encontro face a face deste protagonista (que é você) com seu benevolente Autor!

Luiza Torres
Postulante da Comunidade Católica Pantokrator

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