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Ser homem: minha missão como chefe de família

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Deus é Todo-Poderoso. Isso significa que Ele não está preso a nenhuma lógica e pode fazer tudo o que quiser. Se Ele quisesse ter criado os seres humanos com um único sexo, faria isso em um piscar de olhos. Se quisesse ter criado com mil sexos distintos, teria feito igualmente sem trabalhos. Porém, em sua inigualável genialidade, Deus optou por criar dois sexos: “Homem e mulher os criou” (Gn 1, 27).

Quando eu me refiro à dualidade de sexos, não estou dizendo que há somente diferenças nos órgãos genitais – como afirmam alguns “ideólogos de gênero” modernos. As distinções são nítidas em todos os sentidos: na parte genética, na aparência, nas características emocionais, psicológicas e até na maneira de falar. Essas distinções, portanto, não são meras “construções sociais”; são fatos objetivos e biológicos.

Mas não pense que essas diferenças são ruins. Ao contrário, são riquezas desejadas pelo próprio Deus. Alguns teólogos afirmam que o Senhor quis dar características Dele próprio para cada um dos sexos. Deus se revela na bíblia como sendo misericordioso, atencioso, afetivo, sutil e fecundo – características que se destacam no sexo feminino. Por outro lado, Deus também se mostra como guerreiro, valente, forte, protetor e justo – o que se observa com frequência no sexo masculino.

O Sentido da complementariedade 

Quando eu, como homem, acolho verdadeiramente a minha masculinidade, estou acolhendo não apenas a vontade de Deus, como também reconhecendo que recebi presentes do Criador. Afinal, Ele me convida a ser valente, guerreiro e justo como Ele. Isso não significa, de maneira nenhuma, que a masculinidade é o sexo superior. Ao contrário, isso significa que Deus sonhou com as diferenças, e que elas existem justamente para gerar uma complementaridade. Quando o homem e a mulher se relacionam (seja no matrimônio, nas amizades ou mesmo em ocasiões de trabalho), um pode receber do outro os dons que lhe faltam.

Porém, o mundo prefere não acolher os planos de Deus. As ideologias modernas afirmam que as diferenças entre os sexos foram criadas pela sociedade (e não pelo Criador), com o simples propósito de oprimir as mulheres. Diante dessa realidade distorcida, a afetividade e a compaixão das mulheres passaram a ser vistas como sinal de fraqueza. Por outra parte, a valentia e a força dos homens passaram a ser taxados como violência. O triste resultado dessas “lógicas” (propagadas, especialmente, pelo movimento feminista) tem feito com que as mulheres rejeitem os seus dons para imitar os homens; e com que os homens rejeitem os seus dons para não parecerem ofensivos.

O Homem como sinal do sacrifício

Em tempos de confusão e de “ideologia de gênero”, os homens (como eu) têm sido convidados a abandonar suas características mais marcantes. Os meninos têm crescido com uma frouxidão e com uma timidez que jamais se viu em toda a história. Com isso, eu não pretendo exaltar o modelo de homem que “enche a cara”, fala palavrões e cospe no chão. Não é isso. Somente quero refletir que nem toda força é violência, e que nem toda firmeza é sinal de superioridade.

Dito de outro modo, não deveríamos dizer ao menino que pare de brincar de espadas “porque isso é violento”. Ao contrário, deveríamos incentivá-lo a ser um “guerreiro do bem” e ensiná-lo o valor da legítima defesa.

Historicamente, a masculinidade sempre foi marcada pela valentia e pelo sacrifício – o que é belo e prezado por Deus. Em rigor, nos tempos de guerra, eram os homens quem arriscavam suas vidas para proteger suas famílias e sua pátria. Nas épocas anteriores à civilização, era papel do homem lutar contra as feras e se expor a todo tipo de perigo para trazer o alimento aos seus amados. O homem possui esse vigor porque foi feito para o sacrifício. Basta olhar para o homem Jesus, que suportou todas as dores e humilhações no alto de uma cruz.

Enquanto chefe de família, o homem precisa se mostrar forte. Não para humilhar ou rebaixar sua esposa (isso não é papel de homem!). Mas para ser a rocha firme que sustentará a casa. O próprio São Paulo, na sua carta aos Efésios, chama a atenção para a atitude de todos os chefes de família: “Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela” (Ef 5, 25). Notem bem que o nosso modelo não é alguém qualquer. Ao nos remeter a Cristo (que foi até a morte no seu amor), o santo nos mostra que o chefe de família é chamado a lutar até o fim – mesmo que esse “fim” seja o sacrifício do próprio corpo, do descanso, das humilhações.

Quando o homem exerce a sua masculinidade segundo os planos de Deus, torna-se o verdadeiro pilar da família. Notem que, teoricamente, Deus não precisaria de São José para pôr em prática o plano da Encarnação. A Virgem concebeu do Espírito Santo (cf. Lc 1,35). Porém, o Criador não abriu mão de um “pai” para o seu amado Jesus. E não foi um pai qualquer. São José era um homem com “h” maiúsculo! Embora não tenha dito uma palavra sequer durante os evangelhos, era ele quem sustentava a Sagrada Família, quem ensinou um ofício ao menino-Deus, quem encarou as perseguições de Herodes sem nunca reclamar.

A masculinidade é um dom precioso que tem se perdido. Não sou homem simplesmente porque ocorreu um arranjo genético no momento da minha concepção. Sou homem porque Deus me sonhou assim, me deu essa honrada vocação. Por isso, sou forte, valente e capaz de me sacrificar pela minha família, dia após dia. O verdadeiro chefe de família é chamado a dizer como Jesus (nosso modelo): “Ninguém tira a minha vida; Eu a dou livremente” (Jo 10,18).

São José, rogai por nós!

Rafael Aguiar Libório
Discípulo da Comunidade Católica Pantokrator

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