Deus é contrário ao nosso desejo de possuir alguma riqueza? Estou convicto que não! Ele não deseja que nenhum dos seus filhos vivam na miséria!

Pode ser ousado, mas qualquer cristão que duvida desta afirmação o faz simplesmente por não conhecer Deus em sua intimidade!

Pois bem, imagine o céu e a eternidade com Deus, santos, com os nossos amados. Imagine-se contemplando a glória de Deus, vendo-o face a face, enxergue a si mesmo vivendo nas moradas do Pai, promessa que o próprio Cristo fizera e, finalmente, contemple o banquete prometido àqueles que alvejaram suas vestes com o sangue do Cordeiro de Deus. A nossa batalha aqui na terra finalmente cessou e a Própria Virgem Santíssima nos espera com a recompensa do céu. Conceba em sua mente o sorriso de Nossa Senhora.

O que você consegue imaginar, se não uma grande e extravagante celebração com vinho, dança, adoração, alegria e toda exuberância e gozo que somente em Deus podemos encontrar? Deus nos criou para sua glória, para uma celebração sem fim em sua presença e para a plenitude da graça! Esta é a verdadeira riqueza! Este é o verdadeiro tesouro que as traças nem o ferrugem corroem ou os ladrões podem roubar!

Mas afinal, o que é ser pobre?

A pobreza é ser infiel a sua própria vocação! Médico, psiquiatra e um dos escritores mais lidos da nossa época, Dr. Augusto Cury afirma: “Há miseráveis que moram em palácios e ricos que moram em casebres”.

Existem aqueles que vivem a pobreza de forma radical e austera. Homens e mulheres que são chamados à renúncia dos próprios bens e de qualquer riqueza pessoal a fim de manifestarem ao mundo que nosso verdadeiro tesouro é o céu. Por isso, uma vez que são fiéis ao seu chamado, essas pessoas são verdadeiramente felizes e, portanto, ricas, sem possuírem nada materialmente!

Loucura para o mundo, sabedoria para Deus!

Há ainda outras pessoas que por desígnio divino são chamadas a testemunhar que a verdadeira riqueza do homem é a eternidade com Cristo, dessa vez de outra maneira: através da pobreza equilibrada e despojada! São pessoas que não são necessariamente chamadas a renúncia dos seus bens, mas seus testemunhos nos revelam que é possível viver com equilíbrio e sabedoria a relação com os bens criados, fazendo-o destes um trampolim para Deus e colocando-os à disposição do outro como um pretexto para a caridade.

Administradores e não possuidores

Nessa vida, somos meros administradores e não possuidores dos bens inclusive o bem da nossa própria vida!

“13.Disse-lhe então alguém do meio do povo: “Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança.” 14.Jesus respondeu-lhe: “Meu amigo, quem me constituiu juiz ou árbitro entre vós?” 15.E disse então ao povo: “Guardai-vos escrupulosamente de toda a avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas”. 16.E propôs-lhe esta parábola: “Havia um homem rico cujos campos produziam muito. 17.E ele refletia consigo: Que farei? Porque não tenho onde recolher a minha colheita. 18.Disse então ele: Farei o seguinte: derrubarei os meus celeiros e construirei maiores; neles recolherei toda a minha colheita e os meus bens. 19.E direi à minha alma: ó minha alma, tens muitos bens em depósito para muitíssimos anos; descansa, come, bebe e regala-te. 20.Deus, porém, lhe disse: Insensato! Nesta noite ainda exigirão de ti a tua alma. E as coisas que ajuntaste de quem serão? 21. “Assim acontece ao homem que entesoura para si mesmo e não é rico para Deus”.

O problema não é simplesmente desejar alguma riqueza, mas sim colocar esta acima de Deus e ser infiel à própria vocação. Como saber se eu estou sendo avarento e ambicioso? A resposta é simples: estou sendo fiel ou não a vocação que Deus me chama? Responda a si mesmo essa pergunta, com muita franqueza e liberdade interior, e finalmente você saberá!

A verdadeira riqueza

Não convém a um religioso que fez voto de pobreza e, por entendê-lo como desígnio divino, abraçou a pobreza com austeridade possuir uma grande riqueza! Seu coração já está tomado pela verdadeira riqueza que é Cristo e no céu esse mistério será pleno. Contudo, imagine a vida de um empresário cristão, de um empreendedor de grande ou pequeno porte, e quão belo e amplo é seu território de missão. O empresário é responsável por gerar riqueza, por fazer as engrenagens da economia girar, gerando assim empregos e oportunidades para milhões de pessoas possuírem uma vida mais digna! Então, qual é o problema? Trata-se de esquecer que nessa vida tudo passa e apenas o amor permanece, que Cristo é a nossa verdadeira riqueza e que não importa muito a quantia de dinheiro em nossa conta bancária, importa-nos a fidelidade aos planos de DEUS!

Seja bem sucedido em sua vocação, seja qual for ela. Desse modo seja rico, imensamente rico, rico da vontade de Deus na sua vida!

Leandro Andrade
Discípulo da Comunidade Católica Pantokrator

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