Sou da Igreja, ainda preciso de conversão?

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conversão

A palavra conversão tem o sentido de mudança de direção. No âmbito da conversão católica significa abandonar a vida de pecado e voltar-se para Deus. A figura do filho pródigo (cf. Lc 15,11-32) ilustra bem este movimento da alma arrependida que “com o auxílio da Graça e o firme propósito de não mais pecar, é reconduzida ao Pai”¹. Há dois movimentos principais de conversão: o primeiro é marcado por uma reorientação profunda do espirito, que leva a uma mudança de vida; e o segundo é caracterizado por um processo continuo de retorno e de busca a Deus.

A primeira conversão, normalmente, traz consigo um momento marcante na vida do convertido. A alegria do primeiro encontro, em se descobrir amado por Deus, eleva e fortalece a alma, assim a renúncia ao pecado e a busca da santidade se tornam “mais fáceis”. No entanto, quando já se tem alguns anos de caminhada na Igreja, a euforia do início pode esmorecer com o passar do tempo, é fácil cair no legalismo, no comodismo e no cansaço. Servir a Igreja entra no piloto automático e perde-se o real sentido da oferta e da graça santificante que é ser de Deus.

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É natural do ser humano dispersar-se, perder o interesse em coisas que não o desperta, que não o entusiasma e não o desafia. O homem, de certa forma, é movido por novos desafios e ser de Deus nos dias de hoje, renunciar as coisas do mundo, é um grande desafio. Faz-se necessário então renovar a cada dia a nossa conversão, independentemente do tempo de caminhada ou da vocação que possuímos.

Chamados a conversão: ontem, hoje e sempre!

A conversão é uma realidade que deve atingir “o passado e o futuro, nutrindo-se da esperança na misericórdia divina”¹. Ou seja, deve-se buscar constantemente esse movimento de voltar-se para Deus.

Nessa conversão continuada deve-se buscar uma progressiva mudança de vida que sempre visa à santificação. Essa busca constante pode ser um grande desafio, porque, afinal, os pecados mais gritantes já foram abandonados e muitas vezes os pecados “habituais” são mais difíceis de serem renunciados. Pode-se não ter mais as mesmas sensações ou sentimentos do primeiro encontro e o que resta é somente a fé. Esse é o momento da decisão, de novamente optar por Deus.

A Igreja nos oferece armas preciosas que nos auxiliam nesse caminho de conversão contínua que são os sacramentos da reconciliação e da eucaristia. A confissão permite o arrependimento e a renúncia ao pecado. E na eucaristia podemos nos reencontrar com Deus, que nos salva, nos redime e nos santifica.

Louvado seja Deus por sempre estar de braços abertos, Pronto para nos acolher, de novo e de novo e de novo!

Vanessa Cícera Ramos
Discípula da Comunidade Católica Pantokrator

Fontes:
1 – Padre Paulo Ricardo – O perigo das falsas conversões
2 – Presbíteros – A conversão

4 COMENTÁRIOS

  1. Muito bom o assunto abordado. Todos nós estamos vivendo momentos de: turbulência, dúvida, medo, insegurança e desconfiança. Somente Deus em sua plenitude pode nos trazer a paz, o amor e a certeza de que ele é:o caminho, a verdade e a vida.

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