Toda forma de amor é válida?

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O amor sempre foi motivo de inúmeros tratados filosóficos, teológicos, roteiros cinematográficos, enfim, o amor sempre está em evidência seja qual for a época em que vivamos. Amar e ser amado é uma necessidade de todos nós, por isso gostamos bastante de falar sobre amor.

Em tempos de ideologia de gênero e ataque à família tradicional, podemos levantar a seguinte questão: toda forma de amor é válida? Se todo mundo nasceu para amar e ser amado, qual o problema de uma pessoa amar outra do mesmo sexo? “O que importa é o coração”; “O que importa é você se sentir bem e feliz”; é isso o que dizem por aí. Mas será que é só isso que realmente importa? Não quero aqui ditar regras para ninguém, apenas gostaria que refletíssemos um pouco sobre essas questões e ao final você mesmo poderá tirar suas próprias conclusões.

Não sou Deus e não cabe a mim dizer o que é válido ou não, mas como filha, posso replicar a Palavra de Meu Pai que diz “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.” (Mt 22:37). Ao ouvirmos esse preceito do Senhor, fica evidente qual a forma de amor válida, amar a Deus sobre todas as coisas. Cabe refletirmos: quando mantenho um relacionamento com uma pessoa do mesmo sexo, estou amando Deus sobre todas as coisas? Diante daquilo que nos foi ensinado pelo Pai sobre o amor, sobre relacionamento afetivo, sobre sexualidade, será que estou amando de verdade vivendo na contramão de Seus ensinamentos?

amor

Conceito de amor no mundo hoje

Num mundo que nos bombardeia intensamente com essa filosofia de “faça amor, não faça guerra”, falar de castidade, de ordenar nossa sexualidade e afetos para o amor autêntico em Deus, parece até um ato preconceituoso, como se apenas pessoas heterossexuais fossem dignas de viver o amor, mas a verdade é que todos nós nascemos para o amor, mas não qualquer amor.

Todos nós somos chamados a viver a castidade, ordenar nossa sexualidade para o amor, e por amor a Deus, para que vivamos o exercício da nossa sexualidade dentro de uma ordem natural no matrimônio aberto à vida. Do contrário, seremos pessoas egoístas que usam as outras para satisfação pessoal em nome de um amor ilusório. A Igreja não ensina o preconceito, não diz que os homossexuais devam ser privados do amor ou marginalizados. Muito pelo contrário, o Catecismo da Igreja Católica, em seu número 2857, vai dizer: “Um número não negligenciável de pessoas apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. (…) Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta.” E acrescenta ainda que “os homossexuais são chamados à castidade”, são chamados a amar a Deus sobre todas as coisas, renunciar-se a si mesmo, abraçar sua cruz e seguir o Cristo.

Sonho de Deus para o Homem

Deus sonhou com a complementaridade entre o homem e a mulher, tornando a sexualidade sagrada, mas somos marcados pelo pecado original e isso abre espaço para várias tendências destruidoras, como a masturbação, pornografia, homossexualismo, adultério, etc. Diante dessa marca, posso garantir para vocês que uma única forma de amor válida e é a de AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS!

Sim, amar a Deus com tudo o que temos e somos, com nossas más inclinações, submetendo a Ele todas as coisas de nossa vida, incluindo nossa sexualidade. Essa é a única forma de amor válida, é o filtro para sabermos se vivemos um amor autêntico ou egoísta. Pois quando Deus é o Senhor da minha vida, dos meus desejos, da minha história, então sou capaz de renunciar a mim mesmo, lutar contra a atração sexual que sinto por uma pessoa do mesmo sexo, abraçar minha cruz e seguir o Cristo que me ama incondicionalmente.

Deixe-se amar por Deus

Meus caros irmãos em Cristo, não escrevo essas palavras para discriminar nem julgar ninguém. Escrevo para fazer um apelo, não tenha medo de amar e se deixar ser amado por Deus. É uma luta difícil, mas pela graça do Espírito Santo que nos ensina o caminho do amor, eu digo para você que nossa resposta deve ser “amarei e farei guerra sim. Guerra contra tudo que me impede de viver um amor autêntico.”

Não caiamos na armadilha do inimigo que nos ilude dando o nome de amor a relações egoístas de uso de pessoas, relações que não geram vida e apenas satisfazem nosso prazer. Faço minhas as palavras do Papa Francisco “Se uma pessoa é gay e procura o Senhor e tem boa vontade, quem sou eu para a julgar?” O Catecismo da Igreja Católica explica isso muito bem: “A pessoa homossexual deve ser amada, mas o homossexualismo e qualquer forma de perversão sexual é inadmissível”.

Toda forma de amor é válida?  A resposta da Igreja é que existe uma única forma de amor, que é amar a Deus sobre todas as coisas, quando vivemos isso, então encontramos a felicidade. E qual a sua resposta para essa pergunta? Rezemos, pedindo a graça do Espírito Santo, para que possamos enxergar a verdade do sonho de Deus para cada um de nós, e com alegria dar uma resposta de amor a essa questão.

Que o Bom Deus nos abençoe.

Fernanda Guardia
Consagrada da Comunidade Pantokrator

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