Valores cristãos e a crise da sociedade moderna

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Fábio Junior
Discípulo na Comunidade Pantokrator

Basta analisarmos e fazermos uma leitura dos acontecimentos deste tempo para percebermos que vivemos numa sociedade em crise, seja ela de ordem social, política, moral e até mesmo religiosa. Desde a época do Renascimento (século XIV), que assinalou o fim da Idade Média e o início da Idade Moderna, ou bem antes, que há uma tentativa de mudar os valores nos quais a sociedade ocidental foi estabelecida – os valores cristãos.

O advento do secularismo reforçado por ideologias anticristãs não leva o mundo a uma direção, mas o deixa numa verdadeira desordem. Hoje o homem julga que alcançou a liberdade, mas, paradoxalmente, nunca foi tão infeliz e sem respostas concretas para os seus dramas e os problemas atuais. Os homens deste tempo vivem uma pseudoliberdade que, na verdade, os torna escravos e não homens livres. O mau uso da liberdade nos leva a uma verdadeira desordem universal, de cujos efeitos todos nós padecemos, já dizia o grande jornalista e filósofo G. K. Chesterton.

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Vemos enraizada em nossa sociedade uma cultura laicista e anticlerical. A rejeição à religião e a tudo aquilo que é verdadeiramente moral é evidente. Como diz o Cardeal Henri De Lubac: “Libertam-se dos dogmas das Igrejas, mas não de seus dogmas e de suas concepções próprias”.

O homem precisa compreender que rejeitando a Cristo ele se lança num verdadeiro caos, sobretudo em matéria de moralidade; caminha rumo a um profundo abismo, pois, sem a referência do que é bom, belo, correto e verdadeiro, o homem se reduz, se desumaniza e não descobre a grandeza de vida à qual foi chamado e criado.

Pelo panorama religioso em nosso país, nós, brasileiros, deveríamos ser uma das maiores potências católicas do mundo, mas infelizmente muitos de nós não conservamos mais a verdade ensinada pela Igreja; não somos fiéis à sã doutrina da salvação e com isso nos tornamos um tanto quanto vulneráveis às massificações ideológicas da pós-modernidade. É como diz a segunda Carta a Timóteo 4,3-4: “Porque virá tempo em que os homens não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajuntarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fabulas”. Não é difícil fazer uma analogia deste relato bíblico com os acontecimentos atuais.

Nós, católicos, precisamos acreditar que os fundamentos cristãos, sobretudo, Cristo é a resposta para o mundo atual. Mas precisamos deixar de viver no relativismo e assumir com coragem e ousadia nossa vida cristã, assumir a verdade que a Igreja nos ensina e encarnar as palavras de Cristo em nós. N’Ele, através da Igreja, que é o seu prolongamento aqui na terra, está à verdade que o mundo tanto busca e de que precisa. Está em Cristo a sociedade que é o sonho de Deus; é n’Ele que se construirá a civilização do amor, porque Ele é o próprio amor que Se encarnou. É Ele que nos ensina a verdadeira justiça, a verdadeira moral, o verdadeiro caminho, porque tudo só tem seu fundamento n’Ele. Sem Cristo, tudo se torna sem sentido. Acheguemos a Ele e deixemos que Ele cause em nós uma verdadeira revolução interior. Só haverá mundo novo e sociedade nova se houver homens novos e somente Cristo pode tornar alguém verdadeiramente novo porque Ele é a perfeição por excelência. Somente Ele é capaz de recapitular o mundo e tirá-lo desta crise no qual ele vive!

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