Vigília Pascal, a Mãe de Todas as Vigílias

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Na noite do Sábado Santo, celebramos a solene Vigília Pascal, a mais importante Missa do ano; podemos dizer que é a “mãe” de todas as outras Missas. Uma celebração com uma liturgia tão rica que nenhuma outra a ela se compara na face da terra.

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Iniciamos com a benção do fogo novo e o acendimento do Círio Pascal, que é a Luz de Cristo. Nela cantamos um dos mais belos hinos existentes, o Exultat. Cantamos tambémo solene Glória anunciando a Ressurreição do Senhor. Lemos e cantamos inúmeras Leituras e Salmos que relatando as maravilhas de Deus em favor de seu povo, contam toda a história da salvação, desde a Criação até a Ressurreição de Jesus. É o dia propício para o Batismo. Os catecúmenos que se preparam, recebem o Batismo para ingressarem no Corpo Místico de Cristo, a Igreja. Na Igreja primitiva, era o dia em que aconteciam os Batizados, por isso era um dia muito esperado.

Uma celebração com riqueza de detalhes e de profundos significados.
Deveríamos esperar ansiosamente por este dia, pois, como diz o salmista, “este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremos e nele exultemos”. É dia propício para nossa renovação espiritual, pois a graças de Deus de maneira muito intensa são derramadas sobre a Igreja peregrina, que, unida à Igreja triunfante, celebra a vitória de Cristo sobre a morte e consequentemente a nossa vitória.

É verdadeiramente o dia mais feliz do ano para aquele que crê em Cristo. Creio que nossa carne mortal não suportaria tamanha explosão de alegria, se Deus nos permitisse contemplar toda a grandeza dessa festa. Mas Ele, em Sua sabedoria, permite o necessário para exultarmos e renovarmos nossa fé.

“Este é o júbilo da Vigília Pascal: nós somos livres. Mediante a Ressurreição de Jesus, o amor revelou-se mais forte que a morte, mais forte que o mal. O amor O fez descer e, ao mesmo tempo, é a força pela qual Ele Se eleva. A força através da qual nos leva conSigo. Unidos ao Seu Amor, levados sobre as asas do amor, como pessoas que amam descemos juntos com Ele nas trevas do mundo, sabendo que precisamente assim também nos elevamos com Ele”. (trecho da homilia do Santo Padre Bento XVI, na Vigília Pascal de 2007).

Todo jejum, oração, mortificação que fizemos durante toda a Quaresma, serviram para esvaziar o nosso ser de nosso orgulho e egoísmo; e na Páscoa, somos chamados a preencher todo esse espaço com o amor, a alegria, a paz, a bondade, a ternura etc… enfim, as virtudes abundantes dessa Celebração, e espalhar o amor pelo mundo inteiro através de nossa fidelidade. Somente a força da Ressurreição de Cristo é capaz de transformar o mundo decaído, mesmo onde a situação parece irreversível. Basta nossa fé.

Elias Gobbi
Consagrado na Comunidade Católica Pantokrator

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