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A Guarda Suiça vivida por dentro

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A Guarda Suiça, o exército do Estado do Vaticano, que presta seus serviços ao Santo Padre desde o século XV é, provavelmente, o mais tradicional do mundo. Conta apenas com pouco mais de uma centena de membros e usa um colorido uniforme, cujo desenho, é atribuído a Michelângelo.

No último dia 6 de maio, aconteceu a solenidade de juramento de 26 novos membros que se comprometeram a servir

Papa fala à guarda suiça

“fiel, leal e honrosamete ao Sumo Pontifíce”. O ato recordou a heróica morte de 147 guardas que, em 1527, salvaram com suas vidas o Papa Clemente VII, vítima de um ataque com cerca de mil soldados do imperador Carlos V.

A reportagem da Gaudium Press em Roma conversou com Luca Brunner, um dos novos membros da Guarda Suiça que revelou detalhes e o significado de fazer parte deste singular corpo militar.

Gaudium Press: Qual foi a razão que o levou a fazer parte da Guarda Suiça?

Luca Brunner: Sempre estive motivado. Ouvi falar sobre a Guarda Suiça em diversas oportunidades e me encontrava no sul da Suiça onde se fala italiano. Era um sentimento estranho não poder falar a língua do país onde vivo. Assim, esta foi uma motivação, aprender a linguagem, antes de tudo. Além disso, servi a Igreja por seis anos. Desta forma foi que esta aula de experiência era a outra motivação para estar no centro do catolicismo. Ouvi muitas histórias, falei com alguns ex-guardas. Eles me contavam boas coisas sobre a Guarda Suiça. Assim decidi experimentar por mim mesmo, viver em Roma, fazer esta experiência da forma de vida romana.

GP: O Corpo da Guarda Suiça é popular no país e as regras de recrutamento são conhecidas?

LB: Acredito que não seja muito popular. A imagem da Guarda Suiça na Suiça é de alguém que fica parado com uma alabarda em frente ao Vaticano. Agora, quando se vem até aqui e os veem, é completamente diferente. São poucos os lugares onde podemos estar nesta formação e, de fato, não é tão ruim assim, porque se conhece as razões pelas quais estamos ali de pé, se conhece o trabalho. Por outro lado, na Suiça, não é muito popular servir a instituição católica se você é jovem. Mas, isto faz a diferença, o que é mais interessante para mim. Não sou daqueles que vão com a corrente. Para mim é uma grande experiência e é uma grande escola de vida.

GP: Quais são as suas impressões após três meses de serviço?

LB: Eu gosto verdadeiramente porque se tem uma carga horária de oito horas de trabalho por dia e o resto do tempo é livre, caso não haja serviço extra. Por isso se tem muito tempo para pensar no futuro, conhecer mais coisas, sair por Roma, conhecer a cidade, ver o Vaticano e explora-lo por completo. É uma boa combinação de serviço e tempo livre que se pode usar para si. Pode aprender um novo instrumento musical e unir-se a banda. Eu já tocava violão e piano. Pensei em fazer parte da banda, mas não posso utilizar nenhum destes instrumentos porque se tem de marchar e com um piano seria algo difícil. O violão não combina. Mas é importante evoluir. Também é motivador fazer exercícios, simplesmente correr na Villa Panfili. Em Roma há lugares muito agradáveis para visitar.

GP: A cidade do Vaticano é um lugar misterioso para quem vem de fora. Como se vê-la por dentro?

LB: Na verdade acredito que existam vários mistérios, todos os Arquivos Secretos com sua história. Creio que devem haver segredos, devem existir mistérios que o fazem mais interessante. A Guarda Suiça também tem seus mistérios que a fazem mais interessante, mais poderosa, suponho. É a imagem. Se não é um mal mistério, se é bom e misterioso, se faz pensar nisso. Creio que seja muito mais interessante visitá-lo. Muitas pessoas chegam aqui todos os dias para ver, talvéz descobrir algum destes mistérios.

GP: Poderia nos contar sobre o seu dia a dia no Vaticano?

LB: Se levanta muito cedo para prestar serviço até o meio dia, ou se faz a tarde ou a noite. Sempre muda. Eu gosto de ter a minha “colação”, o café da manhã e depois começar. Inclusive, quando acordo às cinco da manhã, devo primeiro tomar o meu café da manhã. É uma motivação. Depois do serviço, gosto de ir a Roma comprar algumas coisas. Existem vários lugares para se visitar. Agora estou interessado em ir a todos os museus para descobrir um pouco mais sobre a história.

GP: O que é mais fascinante em ser um Guarda Suiço?

LB: Ser um cidadão do Vaticano! Pelo tempo que está aqui, você é um cidadão do Vaticano, que é um Estado, que tem suas próprias regras. Estar dentro destes muros que fazem o mistério. Como um Guarda Suiço pode explorar o Vaticano inteiro, com poucas excessões. É motivador poder ir aos Jardins do Vaticano e à Cúpula. As pessoas nas ruas dizem: “Deve ser um Guarda Suiço, porque fala alemão”. É uma parte interessante a imagem dos Guardas. Se vive no Vaticano.

GP: E a emoção de ver e se encontrar com o Papa?

LB: Eu estou muito emocionado em encontrá-lo. Eu já estive várias vezes junto ao elevador quando ele se dirige ao seu apartamento. Então ele caminha com algumas pessoas. Passa apenas a um metro de você e diz: “Tenha uma boa tarde”. Estava muito nervoso da primeira vez. Mas é na verdade, uma experiência muito boa vê-lo tão de perto, saber para quem trabalha. Estou muito feliz em ter esta audiência para vê-lo mais de perto, quem sabe, fazer uma pergunta. Ainda não sei o que perguntaria, mas isso chegará no momento certo.

Gaudium Press

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