A liberdade de viver e pregar o Evangelho é o direito de ser plena e autenticamente católico, disse o Papa aos bispos indonésios

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O Papa Bento XVI reuniu-se nesta sexta-feira, 7, com os bispos da Indonésia, que desde a última segunda-feira, 3, se encontram em Roma em visita ” Ad Limina Apostolorum “. O encontro com o Santo Padre deu fim as atividades dos prelados indonésios no Vaticano.

“A liberdade de viver e pregar o Evangelho não pode ser tomada como garantida e deve ser sempre justa e pacientemente aceita. A liberdade religiosa não é simplesmente o direito de ser livre de restrições externas. É também o direito de ser plena e autenticamente católico, para professar a fé, construir a Igreja e servir ao bem comum”, disse o Papa inicialmente em seu discurso

Falando sobre a situação do país, Bento XVI afirmou que a complexa realidade da religião na Indonésia está a espera do “perdão, da misericórdia e do amor na vida”, como instrumento para “superar os mal-entendidos ou desconfianças”.

Nesta sentido, o Santo Padre dirigiu a sua gratidão pelo “esforço intenso” e pelo testemunho de vida cristã “humilde, mas corajoso” que oferecem os sacerdotes e religiosos, e até mesmo leigos ao país, principalmente, no campo educativo, social e de assistência aos pobres, demonstrando à sociedade indonésia a “bondade misericordiosa de Deus”.

“Eu só posso apenas encorajá-los em seus contínuos esforços visando promover e apoiar o diálogo inter-religioso em sua nação. Seu país, tão rico em diversidade cultural e caracterizado por uma grande população, é o lar de um número significativo de seguidores de diferentes tradições religiosas. Então, o povo da Indonésia é bem capaz de dar um contributo importante para a busca da paz e da compreensão entre os povos do mundo”, concluiu o pontífice.

A Igreja Católica na Indonésia representa uma minoria religiosa. Atualmente, a população do país é composta por mais de 231 milhões de habitantes, dos quais 90% professam a religião muçulmana. (AA).

Gaudium Press

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