Durante a missa pela América Latina, o Papa anuncia sua intenção de visitar o México e Cuba

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Bento XVI anunciou hoje no Vaticano a sua “intenção” de visitar o México e Cuba, em 2012, antes da Páscoa [8 de abril], revelação feita durante a missa pelos países da América Latina.
O Papa disse na sua homilia que a viagem apostólica, terceira ao continente americano [Brasil (2007) e Estados Unidos da América (2008)], visa “proclamar a Palavra de Cristo” e reforça a “convicção de que este é um tempo precioso para evangelizar”.

A celebração, promovida pelo Vaticano, associa-se às comemorações do bicentenário da independência dos países da América Latina, festejadas entre 2010 a 2014, com exceção do Peru e do Brasil (2020-2022).

Referindo-se ao facto de se comemorar em vários lugares da América Latina o bicentenário da sua independência Bento XVI na homilia da Missa deste tarde na Basílica de S. Pedro salientou que nestas circunstancias é importante que os povos da América Latina salvaguardem o seu rico tesouro de fé e o seu dinamismo histórico – cultural, sendo cada vez mais defensores da vida humana desde a sua concepção até á morte natural e promotores da paz; devem tutelar igualmente a família na sua genuína natureza e missão, intensificando ao mesmo tempo uma vasta e capilar tarefa educativa que prepare rectamente as pessoas e as torne conscientes das suas capacidades de maneira a enfrentar digna e responsavelmente o próprio destino.
Ao mesmo tempo estão chamados – acrescentou depois o Papa a fomentar cada vez mais iniciativas e programas efectivos que propiciem a reconciliação e a fraternidade, incrementem a solidariedade e o cuidado em relação ao meio ambiente, envidando esforços para superar a miséria, o analfabetismo e a corrupção e erradicando todas as formas de injustiça, violência, criminalidade, insegurança dos cidadãos, o narcotráfico e a extorsão

Não faltou na homilia do Papa uma passagem em português
O Magnificat, que proclamamos no Evangelho, é «o cântico da Mãe de Deus e o da Igreja, cântico da Filha de Sião e do novo Povo de Deus, cântico de ação de graças pela plenitude de graças distribuídas na Economia da salvação, cântico dos “pobres”, cuja esperança é satisfeita pela realização das promessas feitas a nossos pais» (Catecismo da Igreja Católica, 2619). Em um gesto de reconhecimento ao seu Senhor e de humildade da sua serva, a Virgem Maria eleva a Deus o louvor por tudo o que Ele fez em favor do seu povo Israel. Deus é Aquele que merece toda a honra e glória, o Poderoso que fez maravilhas por sua fiel servidora e que hoje continua mostrando o seu amor por todos os homens, particularmente aqueles que enfrentam duras provas.

Antes da celebração, os participantes estiveram reunidos num momento de oração, com reflexões sobre a Virgem de Guadalupe, cuja memória litúrgica hoje se comemora, e sobre o bicentenário das independências, enquanto desfilavam, pelo corredor central da basílica de São Pedro, dois jovens de cada nação latino-americana levando a bandeira do seu país.

Rádio Vaticano

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