Informativo “O Pantokrator” – Edição 27

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Tríduo Pascal: uma grande Celebração de um grande mistério.

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Outrora o Tríduo Pascal era compreendido como três dias de preparação para a festa de Páscoa; abarcava a quinta-feira, a sexta-feira e o sábado da Semana Santa. Era um Tríduo da Paixão de Jesus Cristo. No novo calendário, o Tríduo começa com a Missa vespertina da Ceia do Senhor, na quinta-feira, alcança seu cume na Vigília Pascal e se fecha com as vésperas do Domingo de Páscoa. Essas celebrações são como uma única e mesma realidade, manifestando diferentes fases do Mistério Pascal de Cristo. Até por isso mesmo, é importante que o fiel participe de todas as celebrações. Interessante observar que a Quaresma, que começa na Quarta-feira de Cinzas vai até a missa vespertina da Ceia do Senhor, excluindo esta. Portanto, Sexta-feira da Paixão e Sábado Santo não estão incluídos na Quaresma, mas são os primeiros dias do Tríduo Pascal.

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No Tríduo celebramos e atualizamos o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor. “Destruí vós este templo, e eu o reerguerei em três dias” (Jo 2,19). Esse texto bíblico se liga fortemente ao Tríduo e fala muito do que vivemos nesses dias. O “templo” se refere às pedras do templo de Jerusalém e, ao mesmo tempo, é o Corpo de Cristo. Então, o Corpo de Cristo é oferecido sacramentalmente na Missa do “lava-pés”, na Quinta-feira e o foi como fato histórico na Sexta-feira Santa. No Corpo de Cristo que Se imola, o antigo templo de pedra é superado, porque agora uma nova Aliança é selada entre Deus e seu povo através de Cristo e o Seu Corpo.
O Tríduo deve ser o momento em que nos unimos a Cristo, para que nossos templos velhos possam ser destruídos e, n’Ele, construídos novos templos em nosso coração. Trata-se de celebrações que trazem uma radical proposta de conversão, de mudança. Por isso, deveríamos fazer de cada Tríduo um momento de verdadeira morte, para ressuscitar. Isso significa restaurar nosso templo, que é nossa relação com Deus e nossa forma de amar a pessoas. Por isso, nesses dias, não é momento de viagem e passeios familiares. Não são dias de preguiça e diversão. É gravíssimo erro o católico fazer desses dias um feriadão de lazer. Esses são os mais importantes dias do ano, porque neles verdadeiramente se atualiza a nossa salvação.

André Luís Botelho de Andrade
Fundador da Comunidade Católica Pantokrator

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