Informativo “O Pantokrator” – Edição 17

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Caro leitor,

A junção da memória de Pedro e de Paulo na liturgia que celebramos neste mês de junho se deve a uma união íntima de ideais e de vocação. Ambos eram de origens e de gênios totalmente diferentes, no entanto, o que os unia era o ardente desejo de fazer Jesus Cristo conhecido e amado de todos os homens, demonstrando que, Nele, de fato tudo encontra seu sentido, “tudo concorre para o bem daqueles que amam à Deus” como diria Paulo.

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Pedro conheceu e conviveu com Jesus, bebeu da fonte da verdade, Paulo conheceu Jesus de modo diferente, ou seja, tomando-o como alguém que, a seu ver, pervertia a Lei Mosaica de quem era árduo defensor. Pedro seguiu, serviu e amou Jesus, mas por medo e fraqueza, na hora suprema do testemunho de amor de seu Mestre, o abandonou, negando-o por três vezes. Após a ressurreição Jesus aparecerá aos discípulos, mas é a Pedro que se dirigirá com o tríplice questionamento: “Pedro tu me amas?” Ao fazer isso, Jesus, negado por três vezes, oferecia a Pedro a possibilidade de reafirmar seu amor por três vezes, mas, conhecendo as limitações de seu amor, Pedro contentou-se em dizer (conforme o texto original do Evangelho em grego) que o amava com o amor “philia”, ou seja, o amor de amigo e não com o “amor-caridade”, o “ágape” que Jesus desejava. Sendo misericordioso, Jesus contenta-se com a resposta limitada que Pedro podia dar naquele momento, mas não deixou de exortá-lo em sua missão de pastor ordenando-lhe que “confirmasse seus irmãos”.

Paulo classificava-se como um abortivo, pois perseguia aos cristãos e julgava que o Evangelho fosse loucura, mas a partir do seu encontro inesperado com Jesus no caminho de Damasco se viu privado de tudo, de seu prestígio, sua visão e até mesmo de suas convicções, mas o mais impactante foi a repreensão que recebeu de Cristo que lhe interpelava: “Saulo, por que me persegues?” A pergunta foi estarrecedora e lhe fez entender que Cristo se faz presente em seus membros, se faz presente na sua Igreja e seria justamente essa comunidade de fé que o acolheria e lhe daria o batismo. Nascia aí o “apóstolo dos gentios”, que usaria do seu antigo zelo pela lei para anunciar e exortar cristãos e não cristãos.

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