Crer em Deus é luz e força no caminho da santificação, reflete o Papa na audiência geral

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Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 16-02-2011, Gaudium Press) Dando prosseguimento à sua catequese sobre os Doutores da Igreja, Bento XVI falou hoje na audiência geral sobre o carmelita São João da Cruz, reformador do Carmelo junto com Santa Teresa d’Ávila e grande defensor de uma vida que leve à “santidade” e à purificação das almas. A audiência foi realizada na Sala Nervi para cerca de 4 mil pessoas.

Falando de São João da Cruz, o Santo Padre disse que a santidade “não é obra nossa, mas é um abrir as janelas da nossa alma à luz de Deus e encontrar a força e a alegria dos redimidos”.

São João da Cruz, Doutor da Igreja, foi um sacerdote espanhol da Ordem dos Carmelitas Descalços. Viveu de 1542 a 1591. Nasceu em uma família pobre perto de Ávila, na Espanha. Depois de completar seus estudos na Universidade de Salamanca, amadureceu a vocação sacerdotal. Proclamado por Papa Pio XI em 1926 Doutor da Igreja, na tradição da Igreja foi chamado “Doctor mysticus” (Doutor místico). Sua profunda doutrina mística se exprime em suas obras: “Subida ao Monte Carmelo”, “Noite Escura”; “Cântico Espiritual” e “Chama viva de Amor”.

O “momento decisivo” em sua vida, explicou o Papa, foi o encontro com Santa Teresa d’Ávila. Junto a ela, São João da Cruz realizou a reforma carmelita. Pelo seu empenho, foi preso no convento dos carmelitas da Antiga Observância de Toledo. Depois de sua libertação devia partir para o México com uma missão, mas uma grave doença mudou seus projetos. Faleceu em 14 de dezembro de 1591.

Segundo Bento XVI, São João da Cruz insistia na “necessidade da purificação e do esvaziamento interior para nos transformarmos em Deus, que é a meta única da perfeição”. É um processo “longo e cansativo”, ressalvou o Papa, que exige esforço pessoal e no qual “o verdadeiro protagonista é Deus”.

Ainda assim, o Papa diz que a “purificação” não é somente para santos, mas uma vocação dos cristãos. “São João da Cruz é um exemplo somente para as poucas almas que podem verdadeiramente empreender o caminho da purificação e da ascensão mística”, afirma o pontífice, acrescentando que crer em Deus “não é um peso a mais”, mas “luz e força que nos ajuda a carregá-lo”.

Bento XVI concluiu sua catequese desejando aos fiéis que “encontrem esta santidade de deixar-se amar por Deus, vocação de todos nós e a verdadeira redenção”.

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