Na audiência geral o Papa recorda a importância do silêncio para ouvir a voz de Deus

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Na residência de verão do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, em sua segunda audiência geral durante seu período de descanso e na penúltima antes da viagem para a Jornada Mundial da Juventude em Madri, o Papa Bento XVI convidou a todos para “descobrir e contemplar a beleza da criação” no silêncio para entender o que Deus nos fala. No exemplo de uma vida monástica o Santo Padre recordou a importância do silêncio para o diálogo íntimo entre o homem e seu Criador. Porque não só o corpo, mas “também a alma tem suas exigências”.

“Em todas as épocas – observou o pontífice – homens e mulheres que consagraram a própria vida a Deus na oração – como os monges e as monjas – estabeleceram as próprias comunidades em lugares particularmente belos, nos campos, nas colinas, nos vales, na margem dos lagos ou do mar, ou até mesmo em pequenas ilhas. Estes lugares unem dois elementos muito importantes para a vida contemplativa: a beleza da criação, que nos remete a do Criador, e o silêncio, garantido pelo afastamento das cidades e das grandes vias de comunicação.”

A contemplação da natureza ajuda a descobrir Deus no silêncio que é uma condição mais favorável ao recolhimento, para a escuta de Deus, e à meditação. Os fiéis que o Papa encontra nesse período, em uma atmosfera de verão, de férias, são convidados a “saborear” e a “preencher-se” de silêncio.

Porque “Deus fala no silêncio, mas é preciso saber escutá-lo”. Os lugares privilegiados da escuta de Deus no silêncio são os mosteiros “oásis nos quais Deus fala à humanidade” onde o homem pode alimentar sua alma com a oração. A necessidade que os homens têm de Deus é confirmada pelos exemplos dos santos venerados nesses dias: Clara de Assis, Teresa Benedita da Cruz e Lourenço.

Também em sua saudação em espanhol o Papa convidou: “neste tempo a descobrir e contemplar a beleza da criação, que em sua vez, revela o Criador e a cultivar também o silêncio interior, que dispõe ao recolhimento, a meditação e a oração, para favorecer o progresso espiritual mediante a escuta da voz divina no profundo da alma”.

Gaudium Press

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