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África e Europa Oriental entram na briga contra o ‘lobby gay’

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Grupos que trabalham para normalizar a homossexualidade no mundo todo estão se perguntando o que devem fazer em face da crescente oposição a seus esforços.

Rússia-Nigéria, Uganda e Índia estão entre os países que recentemente repeliram campanhas de grupos homossexuais em seus territórios, se queixaram ativistas na semana passada num evento chamado “Liberdades Básicas num Mundo Homofóbico.”

Mas grupos lésbicos, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT) estão menos preocupados com as leis implementadas em alguns países ocidentais, pois, em sua maioria, elas não limitam as atividades dos grupos LGBT. O espaço para discussão está sendo “fechado”, avisou Bruce Knotts da Secretaria Universalista Unitarista da ONU. Os universalistas co-patrocinaram o evento do Centro de Igreja da ONU com uma coalizão de organizações.

Leis que proíbem instruir menores de idade com informações sobre o estilo de vida homossexual ou igualá-lo à conduta sexual “tradicional” estão varrendo a Europa Oriental. Essas leis, e as recentes leis sobre homossexualidade na África, são comprovadamente mais sobre limitar as atividades de grupos LGBTs ocidentais do que punir atos homossexuais, observou Knotts.

Knotts observou que não há nada mais poderoso do que figuras do entretenimento e esportes e outras celebridades se revelando a favor de direitos LGBT. Ele prediz que haverá “mártires” que devem ser “levantados” como David Kato, um ativista homossexual ugandense que se tornou uma figura simbólica depois de seu assassinato, embora um garoto de programa acabasse confessado que havia assassinado Kato depois que ele se recusou a pagar por sexo.

As atitudes islâmicas para com o sexo e vida familiar são outro obstáculo devastador para os direitos LGBT internacionalmente. Mas os ativistas não desistiram dos muçulmanos. Hossein Alizadeh, membro do painel e representante de um grupo LGBT no Oriente Médio e Norte da África, pareceu otimista.

Não fale sobre autonomia sexual ou direitos humanos. Ambos estão associados com a decadência ocidental e estão muito politizados. O ponto de partida da conversa com os muçulmanos deve ser justiça e um debate construído dentro da cultura, não imposto de fora.

O islamismo é a “peça central da identidade” para os muçulmanos, e a questão é como reconciliar a fé com a homossexualidade, disse Alizadeh. Ele descreveu seus esforços bem-sucedidos para persuadir a BBC e a Voz da América, que transmitem no Irã, a adotar normas preparadas por sua organização sobre como falar dee questões LGBT, e apontou para um recente vídeo musical com tema lésbico da cantora popular iraniana Googoosh.

Mas a questão mais urgente que os promotores LGBT estão perguntando é: o que os governos ocidentais podem fazer?

A comunidade global, por meio da ONU, tem permanecido em grande parte em silêncio sobre essas questões, só condenando a violência contra os indivíduos que se identificam como LGBT. Poucos países querem mudar de posição nas atitudes tradicionais com relação à sexualidade.

Alguns argumentam que a defesa notória que Obama faz dos direitos LGBT tem trazido consequências, e uma abordagem mais sútil é necessária. Outros insistem em que a pressão externa é o único caminho a seguir. A Dinamarca e a Noruega cortaram assistência governamental para Uganda por causa da “lei anti-homossexualidade” recentemente aprovada. E o Banco Mundial adiou uma verba de 90 milhões de dólares para Uganda depois que seu presidente sancionou uma lei contra a conduta homossexual. Resta saber agora qual será o próximo passo deles.

Fonte: C-FAM

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