Home Formações Igreja O envolvimento na Política é dever de todo cristão

O envolvimento na Política é dever de todo cristão

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Mais uma vez, estamos às portas das eleições. Nosso envolvimento com a política é uma obrigação como cidadãos, mas também como cristãos. Na Encíclica Populorum Progressio, papa Paulo VI afirma que a política é a forma mais elevada da caridade. Portanto, para colaborarmos com a construção do reino de amor de Cristo, temos que aprender a lidar com as questões políticas. Realmente, os poderes públicos são meios privilegiados de se levar para o mundo a caridade, e não há poderes públicos sem política. O seu voto pode mudar a história!

O envolvimento na Política é dever de todo Cristão
O envolvimento na Política é dever de todo Cristão

Política não se faz e vive somente em tempo de eleições. Ao contrário, é preciso que estejamos sempre atentos ao mundo político, acompanhando os acontecimentos, e de forma especial, como o candidato que elegi está gerindo o poder público que meu voto deu a ele.

Contudo, precisamos ter algumas referências básicas, seja para a escolha de um candidato, seja quanto à cobrança de suas ações depois de eleitos. Coloco as seguintes referências:

  • O primeiro requisito é a honestidade e transparência do político. Nisso se inclui uma vida social e moral íntegra; o respeito às leis e normas sociais e, em especial, à do poder público que ele próprio exerce; os seus interesses em exercer esse poder, ou seja, se realmente se preocupa com o bem comum.
  • O preparo do candidato quanto à capacidade de fazer política, ou seja, se ele é capaz de se relacionar politicamente sendo capaz de fazer propostas não sendo refém dos interesses alheios. Também é relevante a competência para representar o povo nas diversas questões da sociedade e do Estado.
  • Ponto fundamental é a hierarquia de valores que o candidato assume e defende. Para nós, católicos, é essencial que os princípios sejam realmente cristãos. Para isso, é importante ter conhecimento das propostas do partido político e se ele respeita a consciência do parlamentar em questões fundamentais da vida, da família, da moral e justiça.
  • Por fim, é preciso considerar a coragem e a firmeza do candidato com relação a seus valores. Não se trata de ter uma concepção puritana da política, entendendo que, às vezes, é preciso abrir mão do que é periférico e acidental para garantir o essencial. Mas o político deve ter a coragem de enfrentar seus opositores e manter-se firme diante dos desafios da vida política e pública.

Dia a dia, o bonde da história é conduzido, e a política é um dos trilhos que leva esse bonde para um lugar ou outro. A omissão dos cristãos nessas questões tem sido um grave erro, porque na hora da encruzilhada das eleições, os cristãos têm dado autoridade política a pessoas que têm conduzido o Brasil a um neopaganismo.

André Luis Botelho de Andrade
Fundador e Moderador Geral da Comunidade Católica Pantokrator

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