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A beleza do sacerdócio!

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Quando estudava com as Irmãs do Imaculado Coração de Maria, em Gramado, RS, sempre escutava, no aniversário de Ordenação Sacerdotal de meu Pároco, Pe. Luiz Manéa, de venerada memória, uma música com esta letra: “Ser Sacerdote é estar revestido/ de tais poderes tal qual Jesus./ É ter no mundo a mesma missão visível/ De sal da terra e do mundo luz”. Impressionava-me a alegria de meu Pároco ao refletir, depois, sobre a letra desta música.

Dizia que era impossível descrever a beleza de ser Sacerdote. Eu cresci pensando nestas palavras. Bem mais tarde, passados quase 29 anos, quando fui ordenado Sacerdote, pelas mãos de nosso inesquecível Dom David Picão,   compreendi esta realidade.

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É belo ser Sacerdote? – É tão belo, mas tão belo, que São João Maria Vianney, padroeiro universal dos Sacerdotes, escreveu:  “Se o Sacerdote descobrisse a beleza e a grandeza do que ele é, não iria conseguir sobreviver”. E dizia ainda: “ O Sacerdote é o amor do Coração de Jesus. Quando virdes o Padre, pensai em Nosso Senhor Jesus Cristo.” E como nós não descobrimos ainda, somos mais de 415 mil Sacerdotes no mundo, mais de 22 mil no Brasil, que continuamos a chamar, por ordem do Senhor, mais operários para a messe!

A beleza e a realidade de sermos outros Cristos no meio do mundo, fazendo o mesmo que Ele fazia e faz, nos impulsiona e nos motiva a viver cada dia o mesmo e único Sacerdócio de Jesus.

Quando, na hora da consagração, na Missa, torno presente as palavras de Jesus, tremo em pensar ao dizer: “ Isto é o meu Corpo. Isto é o meu Sangue”. Ele se faz um comigo e eu me faço um com Ele! Não por meus méritos e nem pelo mérito de todos os sacerdotes do mundo, mas por vontade exclusiva e salvífica DELE.

A beleza consiste na grandeza do Deus Amoroso que escolhe homens, frágeis, pecadores, para continuar a presença de Seu Filho no mundo. Poderia ter escolhido anjos, que não pecaram e não pecam, mas estes não saberiam entender a miséria humana. Escolhe homens, frágeis, repito, para entender e perdoar, em nome do Amor Misericordioso, todos os que o buscam.

Quando vejo o povo, principalmente os mais idosos e doentes, beijar as mãos do padre, com emoção eu penso: “ pode ser que sejam as únicas mãos que eles podem ainda beijar”. E beijam não as mãos de um homem, mas as mãos do homem que se faz Jesus para eles.

Vale à pena continuar? – Claro que sim! Sempre! – Outros Cristos na terra.

Continuemos a rezar por todos os nossos Sacerdotes, principalmente por aqueles que são mais frágeis, vasos de barro quase se quebrando ou já quebrados, para que a Divina Misericórdia os auxilie e sejam realmente aquilo para o qual foram chamados: “ Sacerdotes para sempre!”

Pe. Dr. Caetano Rizzi
Diocese de Santos-SP

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