A Quaresma é um tempo maravilhoso para a renovação espiritual. Por muitos séculos tem sido costume abdicar-se de algo durante os 40 dias de preparação para a Páscoa. Isso geralmente consiste em abster-se de coisas como carne, chocolate ou TV. 

Mas São João Paulo II tinha uma ideia diferente das coisas que deveríamos deixar de lado nesta época.

Na primeira mensagem de Páscoa como Papa, em 1979, ele escreveu: 

“Privar-se de alguma coisa não é apenas dar do que porventura para nós é supérfluo, mas sim dar também algumas vezes daquilo que nos é necessário, à imitação da viúva do Evangelho, a qual sabia bem que o seu óbolo era já um dom recebido de Deus. Privar-se de algo é libertar-se das servidões de uma civilização que nos incita a um conforto e consumo cada vez maiores, sem ter sequer o cuidado da preservação do nosso ambiente, património comum da humanidade.”

O Papa polonês expandiu esse conceito em 1980, explicando:

“A verdadeira partilha de bens, que é encontro com os outros, ajuda-nos a nos libertar daqueles vínculos que nos tornam escravos; e porque ela nos faz ver nos outros irmãos e irmãs, leva-nos a redescobrir que somos filhos de um mesmo Pai”. 

João Paulo II considerava a Quaresma como uma oportunidade única para nos rendermos à caridade cristã, fazendo o bem aos mais vulneráveis da sociedade. Em 1981, ele ratificou este pensamento: 

“Sim, a Quaresma é um tempo de verdade! Examinemo-nos com sinceridade, franqueza e simplicidade! Os nossos irmãos estão ao nosso lado, na pessoa dos pobres, dos doentes, dos marginalizados e dos velhinhos. A que ponto estamos com o nosso amor? E com a nossa verdade?”

Ao preparar-se para a Quaresma, pense em como você pode servir ao próximo, privando-se não só do que não é essencial  para você, mas também ajudando com aquilo que é vital para amenizar o sofrimento do outro.

Via Aleteia

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