Memória de Santo Alberto Magno

| 15 de novembro de 2018 | 0 Comentários

A Igreja celebra hoje a memória de Santo Alberto Magno, Doutor, mestre do Aquinate e um dos maiores luzeiros da intelectualidade medieval. Santo Alberto, antes mesmo de ser ordenado sacerdote, já se dedicava ao estudo das ciências naturais, especialmente da biologia, na Universidade de Pádua, fundada em 1222, trinta e um anos depois de seu nascimento.

Tão grande era o seu amor pelo saber que adiou seu ingresso na Ordem dos Pregadores para progredir ainda mais nas ciências humanas. Porém, uma visão da Virgem Santíssima fê-lo tomar logo o hábito e, uma vez chegado a Bolonha, entregar-se ao estudo da teologia sagrada. Tornou-se monge com já entre trinta e trinta e seis anos, e viveu até os oitenta e sete, sobrevivendo assim ao lado de seu mais dotado e conhecido aluno, São Tomás de Aquino, Doutor Comum da Igreja.

 Santo

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Pregou não só o zelo por todo tipo de conhecimento, mas também a convicção de que é do mesmo Deus Criador de todas as coisas, que procedem harmonicamente as verdades de ordem tanto natural como sobrenatural, de maneira que não há nem pode haver contradição entre o que nos diz a Revelação cristã e o que nos demonstram os saberes do mundo.

Nossa alma é capaz de enxergar sob duas luzes distintas: a luz natural da razão e a luz sobrenatural da fé

São João Paulo II diz que a razão e a fé “constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade” (Encíclica “Fides et Ratio”, de 14 set. 1998, pr.) e que a nossa alma é capaz de enxergar sob duas luzes distintas: a luz natural da razão e a luz sobrenatural da fé, infundida em nós como um dom inefável de Deus e alimentada, de dia para dia, pela correspondência à graça divina.

Que Santo Alberto Magno interceda hoje por nós, e de modo particular pelos que se dedicam às ciências, e nos ajude a evitar tanto o racionalismo, que atribui à inteligência humana forças que ela por si mesma não possui, como o fideísmo, “que não reconhece a importância do conhecimento racional e do discurso filosófico para a compreensão da fé” (S. João Paulo II, opcit., n. 55) e para demonstrar os preâmbulos que preparam o espírito humano, movido pelo Espírito Santo, para assentir convenientemente às verdades reveladas.

Santo Alberto Magno, rogai por nós!

Via: CNP

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