Memória de Nossa Senhora das Dores

0
Memória de Nossa Senhora das Dores

A memória de Nossa Senhora das Dores vem reforçar-nos a fé, uma vez que, A Igreja celebrando, antes de proclamar o Evangelho, canta o hino Stabat Mater, promovendo uma íntima união de Maria Santíssima com o sacrifício vicário de seu Filho na cruz: ela, entregando-O de volta ao Pai, é por Cristo entregue a João e, assim, a todos os fiéis cristãos. “Mulher”, diz o Senhor, “este é o teu filho”; e depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”.

Memória de Nossa Senhora das Dores

Por ocasião desta memória, portanto, vale a pena recordarmos os motivos por que a Igreja Católica, preservando incorrupta e inalterada a fé apostólica, não teme chamar à bem-aventurada Virgem corredentora do gênero humano. Para isso, temos de retroceder aos princípios da humanidade e contemplar aquela que, embora seja a mãe de todos os viventes, foi para eles causa de morte e perdição. Em Eva, com efeito, três coisas podem notar-se: em primeiro lugar, a antiga árvore; em segundo, o fruto proibido; por fim, a desobediência à ordem divina. Fechando-se pois em si mesma, Eva recusou sacrificar a própria vontade em obediência a Deus e, comendo do fruto proibido, fez entrar no mundo a morte pelo pecado.

Leia também: A memoria do Santíssimo nome de Maria/

No entanto, a fim de confundir o demônio e remediar a queda de nossos primeiros pais, o Deus de misericórdias providenciou que, do mesmo modo como pela desobediência de uma mulher a morte entrou no mundo, assim também a vida nele voltasse a reinar pela obediência de outra mulher. E é o que se vê em Maria Santíssima: nela temos o madeiro salvífico — a cruz — a cujos pés permanece, o fruto bendito — Cristo —, o qual é oferecido ao Pai como hóstia pura e imaculada — e, enfim, uma perfeita submissão à vontade divina.

Escrava humilde do Senhor, Maria recebe do Pai o fruto da salvação e, sem querer retê-lO para si, como nova e obediente Eva Lho “devolve” e oferece com um sacrifício perfeitíssimo de fé e confiança nas promessas que da parte d’Ele lhe foram feitas. Devido, pois, a esta sua união estreitíssima com o holocausto que Cristo faz de si ao Pai, a Santíssima Virgem pode com justiça ser chamada nossa corredentora. Peçamos-lhe hoje que nos alcance de seu Filho uma fé ainda mais viva e nos dê forças para, a seu exemplo, permanecermos de pé ao lado da cruz de Jesus e de suportarmos com alegria os calvários de cada dia.

Via CNP

Deixe uma resposta

Por favor, insira seu comentário!
Por favor, insira seu nome aqui.