Carta Alerta de uma Delegada do PNE às Escolas Cristãs Associadas AECEP

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Enquanto dormimos…

Uma reflexão sobre os Planos Nacional, Estaduais e Municipais de Educação

Sou June Ribeiro, pedagoga, mãe, avó, pastora, coordenadora pedagógica, capacitadora AECEP e delegada do PNE. Na perspectiva, de que como escolas cristãs precisamos “marcar território” e nos posicionarmos, pois sofreremos as consequências de todas as leis que forem aprovadas, peço que leiam nosso alerta, divulguem em sua escola, comunidade e participem.

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“Estamos bocejando… Preguiçosamente nos movemos para curtir ou compartilhar nas redes sociais os vídeos e notícias sobre a doutrinação ideológica e perseguição religiosa estampadas no Plano Nacional de Educação e refletidas nos pátios e salas de aula deste país.

Ano passado, participei de todas as etapas da construção desse Plano que rege as políticas e metas para a Educação brasileira pelos próximos 10 anos. É difícil expressar o que presenciei nestes encontros onde se reuniam centenas de professores, diretores, pais, alunos, políticos e representantes de vários grupos sociais. Muita luta, engajamento sincero, mas não para que nossos filhos aprendam Português, Matemática e as demais matérias com a qualidade e objetividade necessárias. Muita militância para que se tenha um currículo para “os ribeirinhos”, “os povos das florestas” e outras minorias, pela respeito à diversidade linguística e cultural, pela não interferência da família na educação sexual dos filhos, pela ideologia de gênero e outros conteúdos “politicamente corretos” que relativizam e menosprezam os valores familiares e religiosos “conservadores e atrasados”, como eles mesmos os denominam.

O currículo que se pretende no PNE e que é amplamente aplicado, especialmente nas redes públicas por todo o país, despreza a escola e o saber tradicional, desvaloriza a norma culta da escrita, a tabuada, as linhas de tempo, a autoridade intelectual do professor e a própria autoridade dos pais, bem como o direito da família de preservar suas crenças e individualidade. Esse recorte curricular que supervaloriza os saberes populares e as manifestações culturais aprisiona a mente das nossas crianças e jovens aos contextos dos quais já participam, negando-lhes o acesso ao conhecimento de sua própria língua e aos outros saberes necessários ao desenvolvimento cognitivo, profissional e, consequentemente, à ascensão econômica, social e à vivência plena de seus direitos e deveres como cidadãos. Não há o que se contestar aqui. Os alunos brasileiros estão entre os piores do mundo e mal sabem escrever um bilhete.

Durante as etapas que constituíram a votação do PNE, participei como delegada por Minas Gerais, no eixo 2: “Educação e Diversidade: Justiça social, inclusão e direitos humanos”. Minha leitura dos fatos se deu ao vivo e a cores, no ambiente hostil em que as discussões aconteciam, tendo em mãos o Documento de Referência, que norteou as decisões que se tomaram ali. Fui agredida verbalmente, por mais de uma vez e votei contra vários trechos que estavam “gritando” pela dissolução da família e das escolas confessionais.

Saí de Brasília, aos 23 de novembro passado, tendo “perdido todas” por não estar associada a nenhum movimento e porque a Igreja, chamada à participação através dos pais e professores cristãos, estava dormindo como o pai de família e seus servos, citados por Jesus em Mateus:

O reino dos céus é semelhante ao homem que semeia a boa semente no seu campo; mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou joio no meio do trigo, e retirou-se. E, quando a erva cresceu e frutificou, apareceu também o joio …  Um inimigo é quem fez isso”, enquanto estávamos dormindo. Como o joio agora está aparente, os pais de família, as mães, os professores horrorizam nas redes e denunciam a doutrinação ideológica estatal que se alastra, através da Educação. Mas isso não basta. Não creio que poderemos arrancar o joio, pois, uma vez semeado, a tendência natural é que ele cresça cada vez mais.

O que faremos então? O que está profetizado pelo profeta Malaquias: Lembrai-vos da lei… E ele (o Senhor) converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição. Malaquias 4:4-6

Queridos pais e Igreja, diretores e professores cristãos cabe a nós, e não ao Estado, a educação dos nossos filhos. Neste momento, em que os Planos Municipais de Educação estão sendo elaborados, com base no PNE, as prefeituras de todas as cidades convidam os pais e representantes comunitários a participar.

Não basta escandalizar-se como o que estamos vendo!  A Igreja precisa acordar para esta oportunidade e dizer o que e como se ensina em sua comunidade, ao invés de só ficar cantando e colocando placas de que tal e tal cidade pertencem ao Senhor Jesus. Você precisa ir às reuniões que estão acontecendo em todas as cidades nestes dias, precisa ler os documentos e apresentar propostas coerentes com a sua fé, pois o cristianismo não é uma religião, mas um jeito de viver. Você precisa vasculhar as mochilas e ler os cadernos dos seus filhos, conferir as cartilhas, os livros didáticos, conhecer os professores e projetos. Você precisa ir às reuniões de pais e chegar na escola para ver como ela é. Você precisa dizer não. É seu direito como cidadão brasileiro. É seu dever como cidadão celestial.  

Lembre-se da Lei de Deus, dos princípios que a Bíblia estabelece para a sua família. Se arrependa diante de Deus e peça que Ele incline, converta seu coração aos seus filhos, pois eles são sua responsabilidade e maior herança.”

June Ribeiro

 CAPACITADORA AECEP- DELEGADA PNE

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