Educar é ato de amor em mundo que considera perigoso falar da verdade, diz o Papa

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VATICANO, 08 Fev. 11 / 01:59 pm (ACI)

Ao receber os participantes da assembléia plenária da Congregação para a Educação Católica no Vaticano ontem pela tarde o Papa Bento XVI assinalou que a educação é um ator de amor em meio de um mundo que considera perigoso falar da verdade, rechaçando os valores básicos da vida.

Em seu discurso o Papa disse que “os temas abordados nestes dias têm como denominador comum a educação e a formação, que hoje são uma das provocações mais urgentes que a Igreja e suas instituições devem confrontar”.

“O trabalho educativo parece ser cada vez mais difícil porque, em uma cultura que com muita freqüência faz do relativismo seu credo, falta a luz da verdade; mais ainda, considera-se perigoso falar de verdade, levando a duvidar dos valores básicos da vida pessoal e comunitária”.

Depois de recordar que a Congregação para a Educação Católica foi fundada em 1915 pelo Papa Bento XV, o Papa assinalou que há quase cem anos esta realiza “um valioso trabalho ao serviço das distintas instituições católicas de formação”, como o seminário, “que é uma das mais importantes para a vida da Igreja e requer um projeto formativo que tenha em conta o contexto mencionado anteriormente”.

O Papa disse que durante a assembléia plenária destes dias estudarão o rascunho de um documento sobre Internet e a formação nos seminários.

Neste sentido afirmou que “com o necessário discernimento para seu uso inteligente e prudente, é um instrumento que pode servir não só para os estudos, mas também para a ação pastoral dos futuros sacerdotes nos diferentes campos eclesiásticos, como a evangelização, a ação missionária, a catequese, os projetos educativos, a gestão das instituições”.

“Também neste setor é muito importante contar com formadores adequadamente preparados para que sejam guias fiéis e sempre atualizados, com o fim de acompanhar os candidatos ao sacerdócio ao uso correto e positivo dos meios informáticos”.

Seguidamente o Papa Bento recordou que “este ano se comemora o 70° aniversário da Obra Pontifícia para as Vocações Sacerdotais, instituída pelo Venerável Pio XII para fomentar a colaboração entre a Santa Sé e as igrejas locais no valioso trabalho de promoção das vocações ao ministério ordenado”.

“Este aniversário será uma oportunidade para conhecer e valorizar as iniciativas vocacionais mais importantes promovidas nas igrejas locais. É importante (…) insistir com mais claridade no perfil do sacerdócio ministerial, que se caracteriza por sua configuração específica a Cristo, que o distingue essencialmente de outros fiéis e está ao seu serviço”.

O Papa comentou que também tinham começado uma revisão da Constituição Apostólica Sapientia christiana sobre os estudos eclesiásticos, e sublinhou que um dos setores sobre os quais “será preciso refletir particularmente é o da teologia. (…) É essencial que se mantenham firmemente unidas a teologia e a oração pessoal e comunitária, especialmente a litúrgica”.

“As universidades católicas, com sua identidade precisa e sua abertura à ‘totalidade’ do ser humano podem realizar uma obra valiosa na promoção da unidade do conhecimento, orientando aos estudantes e professores à Luz do mundo”.

O Papa ressaltou logo “o papel educativo do ensino da religião católica como disciplina escolar em diálogo interdisciplinar com as demais. De fato, não só contribui em grande medida ao desenvolvimento integral do estudante, mas também ao conhecimento de outros, à compreensão e ao respeito mútuo”.

Finalmente assinalou que “para obter estes objetivos será preciso prestar especial atenção à formação de diretores e formadores, não só desde o ponto de vista profissional, mas também do religioso e espiritual, para que, com a coerência da própria vida e com a implicação pessoal, a presença do educador cristão seja uma expressão de amor e testemunho da verdade”.

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