A Igreja sempre consideou que o nascituro tem alma desde o momento da fecundação, disse o presidente do Episcopado peruano em nota oficial

0

“A Igreja tem considerado sempre o feto como o que ele é, alguém sagrado, e reconhece que tem alma desde o mesmo instante da concepção”, expressou o presidente da Conferência Episcopal Peruana e arcebispo de Trujillo, no Peru, Dom Miguel Cabrejos Vidarte, em um comunicado emitido na quarta-feira, 16, pelo Serviço Informativo Semanal do Episcopado peruano. A nota foi redigida após as diversas discussões sobre a legalização do aborto que vêm acontecendo em alguns países nos últimos tempos.

Na mensagem, que leva o título “Legalizar o aborto é tergiversar o valor essencial do direito à vida”, Dom Cabrejos faz ver que os diferentes debates sobre o tema do aborto não deixam de ser contraditório quando se observa que o mundo é mais sensível a tudo o que se fala a respeito da destruição da vida. “Condena-se do tipo de guerra, proíbe-se a tortura, intenta-se abolir a pena de morte, proclama-se a imprescritibilidade dos delitos de lesa humanidade e, sem embargo, surgem propostas para liberalizar o aborto”, sentencia o arcebispo.

Concomitantemente, assinala-se que na atualidade, e graças a múltiplas investigações, pode-se afirmar com certeza que “com a fecundação do óvulo por parte do espermatozoide se inicia a vida”, e que essa vida “tem já em si todos os direitos que pertencem à espécie humana”. Recorda também que esta abordagem foi sempre ensinado e proclamada pelo Magistério da Igreja, “cuja missão intrínseca é defender a salvação integral do homem, como um aporte incondicional à vida”.

Neste sentido, o presidente da Conferência Episcopal peruana recorda que a Igreja deseja que se reconheça o valor da vida em todas as suas etapas, pelo que, consequentemente, “ensina, predica e pede uma proteção total da vida tanto em sua fase inicial quanto em sua fase terminal”.

Mais adiante, Dom Cabrejos enfatiza que a vida é o primeiro direito e que uma sociedade que não assegura a vida dos que estão por nascer, “é uma sociedade que vive como uma tragédia sua missão fundamental: dar, reconhecer, proteger e promover a vida de todos”. Razão pela qual a Igreja, segundo o prelado, sempre considerou um “ato intrinsecamente mal o aborto provocado por atentar gravemente contra a dignidade de um ser inocente”.

Continuando seu texto, o arcebispo expressa que se a vida é o primeiro direito, “nenhuma circunstância, por dramática que seja, pode justificar o aborto”. E exorta para que se reaja com mais veemência “frente à propaganda que apresenta o aborto como uma simples intervenção cirurgicamente higiênica e segura ou como uma simples interrupção de uma gravidez não desejada e onde a lei viria em ajuda de liberdade que pede o direito à autodeterminação”.

O presidente do episcopado conclui sua mensagem expressando que “a comodidade da lei do mínimo esforço e os contratempos de natureza humana nunca poderão determinar ou decidir sobre um assuntos tão importante e essencial como é o dom e o direito à vida. Um crime sempre será um crime por mais legalizado que seja”.

Com informação do Sistema Informativo Semanal da Conferência Episcopal Peruana.

Gaudium Press

Deixe uma resposta

Por favor, insira seu comentário!
Por favor, insira seu nome aqui.