O maior milagre de Fátima foi a conversão das pessoas

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Teve início no domingo, 27 de novembro, o Ano Jubilar pelo Centenário das aparições de Nossa Senhora de Fátima, em Portugal, com Missa presidida pela Bispo de Leiria-Fátima, Dom António Marto. O Prelado recordou que a data marcou também o início do Advento, que faz um convite à conversão, um dos apelos lançados pela Virgem ao aparecer aos três pastorinhos em 1917.

fatima

“O milagre mais importante de Fátima não é propriamente a dança do sol, mas antes a conversão do coração e da vida de tanta gente, que aqui acontece sem dar nas vistas, e que podemos chamar também a ‘dança da conversão’ ao ritmo da música de Deus que ressoa no Magnificat da Virgem e enche de alegria”, ressaltou o Bispo.

Segundo o site do Santuário de Fátima, o Prelado relembrou que “o Advento é bem mais do que a simples espera e preparação do dia do Natal”. Segundo ele, este tempo litúrgico “nos introduz no coração do mistério cristãos: a vinda de Deus à nossa vida, o mistério grande e fascinante de Deus conosco!”.

Durante sua homilia na Basílica da Santíssima Trindade, Dom António Marto explicou três “palavras de ordem” deste tempo do Advento: vigiar, caminhar à luz do Senhor e converter-se, as quais apresentam suas relações com as aparições de Fátima.

Em relação ao primeiro domingo do Advento, afirmou que a palavra de ordem deste dia é “vigiais, despertai do sono, para não deixar afogar a vida na banalidade dos dias como nos tempos de Noé”.

O Bispo assinalou que no dia a dia pode-se viver adormecidos. “Comemos, bebemos, trabalhamos, casamos, fazemos a nossa vida de família e a nossa atenção se reduz a este horizonte estreito. Ficam de fora, na penumbra ou excluídas, outras realidades tão importantes e belas: a fé em Deus, o amor de Deus em nós, a vida espiritual, os valores morais. É hora de despertar!”.

Esta advertência, conforme recordou Dom Marto, foi a que “Nossa Senhora fez ecoar aqui em Fátima, com uma urgência impressionante, para a humanidade que esquecera Deus, que vivia de costas voltadas para Ele e caminhava para a catástrofe da guerra e da destruição”.

“Também hoje – assinalou – nos chama a uma vigilância interior, a despertar da indiferença, a voltarmo-nos para Deus, a abrir o nosso coração ao seu amor e a descobrir os sinais da sua vinda ao nosso mundo”.

Além disso, afirmou que “outra palavra de ordem do Advento é ‘caminhemos à luz do Senhor’”, sob a qual, “todos os povos podem caminhar para o Reino da justiça e da paz”. Entretanto, ressaltou que “este caminho nunca está concluído”.

“Há sempre necessidade de recomeçar, de se erguer de novo, de reencontrar e reavivar o sentido da meta, de renovar sempre o horizonte comum para o qual caminhamos, de transformar os instrumentos de guerra e de morte em instrumentos de progresso, de paz e de vida”, declarou o Prelado, ao reforçar que “é o horizonte da esperança que nos chama a fazer um bom caminho”.

Neste sentido, lembrou que o Advento “nos restitui este horizonte da esperança que não desilude porque Deus é fiel” e, em Fátima, “Nossa Senhora veio trazer e confirmar esta esperança firme de paz”.

“É impressionante o seu apelo à oração e ao empenho pela paz e pela defesa da dignidade dos oprimidos e dos inocentes, vítimas de guerras e genocídios sem precedentes na história”, sublinhou.

De acordo com o Bispo de Leiria-Fátima, a terceira indicação do Advento “é um apela a mudar de atitude de vida e revestir-se das armas da luz, como que a um rearmamento espiritual e moral das consciências para viver a paz de Deus, a paz do coração, a paz com os outros”.

“Foi este apelo à conversão que Nossa Senhora fez em Fátima quando pedia penitência”, pontuou.

Em seguida, o Prelado lançou um desafio aos peregrinos, a viver este Ano Jubilar com alegria e esperança, como “tempo favorável de ação de graças pelo dom da vida e da mensagem da Senhora e pelas graças recebidas”.

Além disso, pediu que se viva este período como um tempo de “experiência de ternura e da misericórdia de Deus; da devoção terna ao Imaculado Coração de Maria; de conversão e de compromisso com Deus e a favor dos outros e da paz no mundo, a exemplo dos pastorinhos”.

O Ano Jubilar pelo Centenário de Fátima durará de 27 de novembro de 2016 a 26 de novembro de 2017. Sua abertura teve início com a passagem pelo Pórtico Jubilar, localizado no Santuário mariano.

Aos fiéis, Dom António Marto expressou o desejo de que “a passagem pelo Pórtico do Jubileu seja o sinal exterior de que entramos em peregrinação interior e queremos deixar-nos guiar pela Virgem Santa que é mãe e sabe como conduzir-nos até Deus. Deixemo-nos, pois, guiar por Ela neste tempo de perturbação e de esperança!”.

A celebração na Basílica da Santíssima Trindade terminou com a bênção papal concedida por Dom António Marto, por mandato do Papa Francisco.

Via ACI

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