Por que é tão difícil aceitar a castidade de São José nos dias de hoje?

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Como relata o Evangelho de Mateus no capítulo 1, nos versículos 18 e 19 “Maria, sua mãe (referindo-se a Jesus), estava prometida em casamento a José e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo”. Logo em seguida apareceu-lhe, em sonho, um anjo do Senhor e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa…”

SãoJosé

Até então todos, católicos e protestantes, concordam com as palavras do Evangelho. Entretanto, a partir dai surgem duvidas a respeito da vivencia de castidade, entre José e Maria, onde nossos irmãos protestantes (e talvez hoje em dia muitos católicos mergulhados no secularismo e na incredulidade) colocam em cheque a capacidade de dois seres humanos, um homem e uma mulher, viverem em continência, em prol da missão recebida de Deus.

Creio que tal duvida surja ao se comparar as próprias fraquezas com tal situação vivida por estes que abdicaram de suas vidas, de seus sonhos e planos de constituírem uma família na carne, para assumir a vontade de Deus em suas vidas.

Hoje, num mundo marcado pelo hedonismo, pela busca do prazer a qualquer custo, pela busca da realização dos sonhos, dos desejos egoístas de nossos corações, é praticamente uma loucura pensar que um homem e uma mulher habitaram juntos uma mesma casa e não contraíram relações conjugais, não obstante lhe fossem permitidas. À mulher, hoje traçada como objeto de desejo, e ao homem, conduzido a agir de forma, podemos dizer, sub-animal, soam como coisa impossível a castidade.

Contudo, a Igreja Católica Apostólica Romana, nos relembra na festa de São José, que a vocação do homem é a santidade e que é possível a ele ir além de suas inclinações carnais, quando este deseja fazer a vontade de Deus.

Venerar São José, muito antes de uma idolatria – coisa que não existe na Igreja Católica e que somente os ignorantes ainda afirmam isso – é na verdade admirar a graça de Deus presente na vida de um homem comum como eu e você, graça que todos nós somos chamados a vivenciar, talvez não na mesma missão que São José, mas no nosso matrimonio, na doação à nossa esposa e aos nossos filhos, na honestidade de nossa vida no trabalho e nos diversos locais que frequentamos.

A castidade vivida por São José não foi uma simples continência, ou algo motivado por medo ou por um respeito vazio, mas foi um ato de honra, de reconhecimento da grande obra realizada por Deus em Maria, um ato de amor puro, de doação total, de generosidade ímpar, valores estes tão escassos em nossa sociedade, que nos levam muitas vezes a duvidar de que alguém possa um dia ter feito algo tão sublime!

Celebrar a Solenidade de São José é dizer à humanidade, “nós somos criados para o bem e mesmo nas situações mais exigentes podemos cumprir o fim ultimo a que fomos chamados e criados: AMAR!”.

Edgard Gonçalves
Consagrado na Comunidade Pantokrator

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