ONU condena governo do Zimbábue por prender simpatizantes de revoltas no Egito e na Tunísia

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O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos advertiu hoje (1º) que cidadãos do Zimbábue (África) simpatizantes aos protestos ocorridos no Egito e na Tunísia foram punidos pelas autoridades locais. Pelo menos 45 pessoas foram presas sob a acusação de traição. A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navy Pillay, alertou que essa iniciativa é uma demonstração da ausência de respeito à democracia e aos direitos civis.

“Como muitas pessoas na África do Norte têm se destacado cada vez, indicando que não há verdadeira democracia sem liberdade de expressão e de reunião, é, portanto, profundamente irônico e preocupante que, no Zimbábue, os ativistas sejam presos e maltratados porque querem discutir com os norte-africanos”, disse Pillay, em um comunicado. As informações são das Nações Unidas.

Desde janeiro, uma onda de protestos tomou conta de vários países do Norte da África e no Oriente Médio. As manifestações começaram na Tunísia e levaram à queda do então presidente Ben Ali, depois seguiram para o Egito, onde provocaram a renúncia de Hosni Mubarak. A situação é considerada mais grave agora na Líbia, onde manifestantes querem a saída de Muammar Khadafi do poder.

No último dia 19, a polícia do Zimbábue prendeu o coordenador da Organização Internacional Socialista e 44 pessoas ligadas às organizações não governamentais que lidam com questões de justiça social e direitos humanos. O grupo participava de uma mesa-redonda sobre sobre a Tunísia e o Egito.

As autoridades acusaram os ativistas de traição. Alguns integrantes disseram ter sido agredidos pelos policiais. “Essas detenções parecem ser parte de uma repressão crescente sobre a sociedade civil e membros da oposição. Tudo isso é um sinal claro de que o estabelecimento de uma democracia consolidada no Zimbábue está ainda muito longe de estar garantido”, disse Pillay.

Em seguida, a alta comissária acrescentou: “Vejo essas prisões indevidas como um grave retrocesso, especialmente, com a chegada das eleições, que ocorrerão ainda este ano”.

Agência Brasil

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