Unesco condena repressão a manifestantes e à liberdade de expressão na Líbia

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A diretora-geral da Organização Educacional, Científica e Cultural das Nações Unidas (Unesco), Irina Bokova, disse hoje (22) que o agravamento da crise na Líbia a partir da repressão aos manifestantes e à liberdade de expressão geram preocupação no mundo. Segundo ela, a repressão gera “ódio e frustração” com consequências graves

“A tentativa de silenciar as pessoas pela repressão, negando-lhes o acesso aos serviços de informação vital é uma violação dos direitos humanos fundamentais, que só alimenta o ódio e a frustração”, ressaltou.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas convocou para hoje uma reunião extraordinária para discutir o caso da Líbia. Há suspeitas de crimes contra a humanidade e informações de que até 400 pessoas morreram nas manifestações, que começaram no último dia 15 no país.

“Estou alarmada e angustiada ao ouvir os relatos que nos chegam da Líbia, que indicam a terrível perda de vidas e uma escalada de violência, incluindo ataques violentos contra a mídia”, disse a diretora.

Irina Bokova fez um pedido às autoridades do país: “Eu apelo às autoridades líbias para exercer a máxima contenção. Peço também que eles respeitem o direito das pessoas de acesso à informação, para ser capaz de se comunicar uns com os outros e para os meios [de comunicação] fazerem seu trabalho”.

Agência Brasil

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