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Papa Francisco: Onde Jesus está, há sempre libertação e salvação

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Nesta quarta-feira, na Praça de São Pedro, aconteceu uma nova Audiência Geral com o Papa Francisco, que dedicou a sua catequese à parábola do cego de Jericó e explicou que “quando Jesus passa sempre há libertação, sempre há salvação”.

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“O Evangelista Lucas diz que aquele cego estava sentado ao lado da estrada, mendigando. Um cego naquele tempo, mas também até não muito tempo atrás, só podia viver de esmolas”, disse ele.

Francisco disse que “a figura deste cego representa tantas pessoas que, também hoje, se encontram marginalizadas por causa de um problema físico e ou de outro gênero”.

O cego do Evangelho “é separado da massa, ele fica lá, enquanto as pessoas passam absortas em seus pensamentos e muitas outras coisas… e a estrada, que pode ser um ponto de encontro, para ele, porém, é lugar de solidão”.

“É triste a imagem de um marginalizado, sobretudo tendo ao fundo a cidade de Jericó, a esplêndida e exuberante oásis no deserto”, disse o Papa.

“Aquela cidade representa a porta de entrada para a terra prometida” porque “é onde o povo de Israel terminou o êxodo”, esclareceu em seguida.

Voltando ao cego, o Santo Padre recordou que “grita chamando Jesus”, mas “as pessoas o repreenderam para que ficasse em silêncio”. “Não sentem compaixão por ele; pelo contrário, se sentem incomodados com seus gritos. A indiferença e a hostilidade tornam cegos e surdos, impedem de ver os irmãos e não permitem reconhecer neles o Senhor”.

O Pontífice comentou como alguém da multidão – segundo o relato – disse ao cego que está “passando Jesus”. Sobre isso, o Papa assinalou que “a passagem de Jesus é indicada com o mesmo verbo no Livro do Êxodo, onde se fala da passagem do anjo exterminador que salva os israelitas no Egito”.

Para o cego, quando Jesus passa “é como fosse anunciada a sua Páscoa. Sem deixar-se amedrontar, o cego grita muitas vezes em direção a Jesus reconhecendo-o como o Filho de Davi, o Messias esperado, que segundo o profeta Isaías, abriria os olhos aos cegos”.

“Diferentemente da multidão, este cego vê com os olhos da fé” e, “graças a ela, a sua súplica tem um poder eficaz”, acrescentou.

Ao ouvi-lo, Jesus para e faz com que o centro da atenção seja o cego. “Realiza-se assim uma dupla passagem. Antes, as pessoas tinham anunciado uma boa notícia ao cego, mas não queriam nada com ele; agora, Jesus obriga todos a tomarem consciência que o bom anúncio implica colocar no centro da própria estrada aquele que estava excluído”.

Por outro lado, “o cego não via, mas a sua fé lhe abre o caminho da salvação e ele se encontra no meio de todos aqueles que saíram às ruas para ver Jesus”.

Portanto, “a passagem do Senhor é um encontro de misericórdia que reúne todos em volta Dele para permitir reconhecer quem necessita de ajuda e de consolação”.

O Papa comentou que as palavras que Jesus dirige ao cego – “o que você quer que eu faça?” – são “impressionantes”. “O Filho de Deus agora está diante do cego como um humilde servo”. “Deus se faz servo do homem pecador. O cego respondeu Jesus não mais chamando-o ‘Filho de Davi’, mas ‘Senhor’, o título que a Igreja desde o início aplica a Jesus Ressuscitado”.

Então, “o cego pede poder ver novamente e seu desejo é escutado: abra novamente sua vista, a tua fé te salvou!”.

“Graças à fé, agora pode ver e, sobretudo, sente-se amado por Jesus”, afirmou o Papa. “ Por isso, a narração termina referindo que o cego começou a segui-lo, glorificando a Deus: se faz discípulo, de mendigo a discípulo”.

Mas, “temos um segundo milagre: o que ocorreu ao cego faz com que também as pessoas finalmente vejam. A mesma luz ilumina todos unindo-os na oração de louvor. Assim Jesus infunde sua misericórdia sobre todos aqueles que encontra: chama-os, atrai-os para si, reúne, cura, ilumina, criando um novo povo que celebra as maravilhas do seu amor misericordioso”.

Via ACI

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