A grande lição de A Bela e a Fera

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lição

Quem me conhece sabe que sou uma pessoa que ama filmes de heróis e contos de fadas. Na verdade, filmes que me tragam uma lição, me façam refletir e me tragam para a realidade do meu dia a dia. Nessa didática, aprendi uma grande lição com o filme A Bela e a Fera.

Passei minha infância assistindo aos grandes clássicos da Disney. Porém, hoje na minha idade adulta ao assistir novamente esses filmes, vejo quantos detalhes, quantas lições eles transmitem, explicitamente, mas principalmente, implicitamente.

Importante dizer que, os criadores sabendo a potente ferramenta que têm nas mãos, deveriam usá-las muito mais para o bem, levando os espectadores a reflexões que os tornariam pessoas melhores a usá-la incitando-os ao mal, à violência, à pornografia, a alienação, enfim, a tudo o que pode destruir o melhor que temos em nós.”

Conhecendo os personagens principais: A Bela e a Fera

Bela é uma garota que gosta de ler, mora em uma aldeia onde as pessoas não dão valor para isso. Entre os aldeões, ela é considerada “esquisita”, justamente por ser diferente. Bela não se importa e inclusive ensina outras meninas da vila a ler.

A Fera, antes de assim ser transformada, era um príncipe belo – só por fora – egocêntrico, sem empatia e sem solidariedade ao próximo. Certo dia, negou ajuda a uma senhorinha que pedia abrigo por conta de uma tempestade. Ele, feio por dentro que só, nega auxílio a essa senhora que se revela, na verdade, ser uma bruxa. Ela, então, condena-o à aparência de uma horrível Fera até que conquistasse a capacidade de amar outra pessoa além de si mesmo e conseguisse que alguém também o amasse.

Tem coisas que precisam ser amadas antes de ser amáveis

Essa é uma frase de G.K. Chesterton que se enquadra muito bem no contexto da Bela e a Fera.

Adam, era um príncipe que diante de suas atitudes egoístas, de desprezo e humilhação aos outros, foi transformado em uma fera.

Todos nós possuímos defeitos, misérias e temos atitudes que, se fosse possível, nos fariam ser transformados em feras. Já pensou como seria o mundo ao nosso redor?

Muitas “feras” e poucas “belas”!

Nós facilmente somos atraídos e nos aproximamos do que é agradável e belo e nos distanciamos do que é desagradável e feio.

Na história, o pai de Bela é feito prisioneiro pela Fera por ter adentrado no castelo sem permissão e por ele, após ter jantado e sair levando as joias do castelo para entregar às suas filhas, resolve pegar uma rosa para levar à Bela, a Fera, então, surge muito brava e o faz prisioneiro.

curso luza da fé

A garota faz uma proposta de ficar prisioneira no lugar do pai, pois para ela era inconcebível deixar o pai idoso, como prisioneiro.

Com o passar do tempo, a Bela e a Fera, tornam-se amigos e, sem perceber, Bela começa a enxergar que atrás de um “monstro”, de uma “fera”, existia alguém com um bom coração, capaz de olhar para além de si mesmo, alguém generoso, bondoso, gentil, amável.

A Bela aprendeu amar a Fera não pelo estereótipo amedrontador que ele possuía, mas por quem ele realmente era. Ela o amou antes dele ser amável.

No fim, a história termina como todos os contos de fadas: “e eles viveram felizes para sempre”, pois ambos se apaixonam. A Fera é ferida devido a um ataque ao castelo pelos moradores da aldeia em que Bela morava. Vendo-o ferido e praticamente morto, Bela o beija com um beijo de amor verdadeiro e a maldição da bruxa é quebrada e eis que surge o príncipe, transformado em um homem bondoso.

 Quantas pessoas, ao conhecê-las, você jamais imaginou amá-las e hoje você as ama?

Quantas vezes paramos em nossos julgamentos baseados apenas nas aparências ou nos comentários maldosos ou maliciosos que ouvimos das pessoas? E quantas são as oportunidades que decidimos deixar os julgamentos e realmente gastar tempo conhecendo as pessoas de verdade?

Tenho amizades hoje que eu jamais imaginaria ter e menos ainda amá-las. E quão agradecida sou a Deus por Ele ter me dado a graça de não parar em meus julgamentos e realmente me decidir conhecer essas pessoas. Amigos que me apontam o céu e o caminho da santidade.

Poderia também citar como exemplo, as comidas, filmes, livros, produtos…quantas vezes os julgamos a partir do que vemos e dizemos não gostar sem ao menos nos darmos a chance de prová-las, assisti-los, lê-los, experimentá-los? Porém, ao conhecermos, nossa visão e conceitos são transformados.

“Não julguemos um livro pela capa”, antes, tenhamos a coragem de vencer nossos julgamentos e preconceitos, buscando conhecer a verdade do que nos é apresentado, afinal, “tem coisas que precisam ser amadas antes de ser amáveis.”

Jéssica Feitosa Fernandes
Postulante da Comunidade Católica Pantokrator

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