A qualidade dos seus relacionamentos está diretamente ligada à qualidade da sua relação com Deus

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Relacionar-se com outra pessoa, seja de forma afetiva através de uma amizade ou de um relacionamento amoroso, seja de forma profissional, pressupõe que exista um compartilhamento, de ideias, de afinidades ou de interesses. E isso é feito a partir da comunicação, pois durante um relacionamento precisamos falar e também ouvir, para conhecer o outro e ser conhecido e assim gerar cumplicidade, empatia e respeito. No entanto, em tempos de redes sociais, o significado de “relacionamento” mudou.

Hoje os relacionamentos são contados pelo número de seguidores, por quantos contatos estão na minha rede. Mas essas relações são superficiais, momentâneas. Se você não está “conectado”, você é esquecido. É possível que se tenha milhões de seguidores nas redes sociais e se sinta extremamente sozinho no dia a dia. Relacionamentos reais e profundos podem ser um desafio nos dias de hoje.

Diante dessa realidade, corremos dois perigos: o de não conseguir cultivar relacionamentos verdadeiros e duradouros, e, ainda mais grave, o de se relacionar com Deus de forma superficial, “virtual”.

A forma como nos relacionamos com Deus nos ensina e nos direciona na relação com os outros.

Eu preciso me relacionar com os outros?

Você pode estar pensando: mas eu preciso realmente de relacionamentos profundos? Pode parecer que relacionamentos superficiais sejam mais fáceis e até certo ponto mais cômodos, isso porque não nos expõe, não há envolvimento, não precisa se doar e tampouco “gastar” tempo. E aqui não falo apenas de relacionamentos virtuais, podemos nos relacionar de forma superficial no nosso dia a dia, nos mantendo no nosso mundo impenetrável e sem querer entrar no mundo de outra pessoa. A relação se baseia no “Bom dia”, no resultado do jogo de ontem, naquela “fofoca” bombástica e por aí vai.

Mas não foi assim que Deus sonhou que seus filhos se relacionassem. Fomos criados à imagem e semelhança de Deus, e Ele, nosso Senhor, vive em comunhão plena com a Santíssima Trindade. Pai, Filho e Espirito Santo em um relacionamento único, profundo e verdadeiro.

Esse é o exemplo e a fonte que devemos buscar para as nossas relações. A minha relação com Deus transforma a minha visão e a forma com que me relaciono com os outros.

Me relacionando com Deus

A partir de um relacionamento profundo e verdadeiro com Deus, que conseguimos através de uma vida de oração diária e autentica, é que somos impelidos e incentivados a nos relacionarmos com os outros. Nossa relação com Deus, nos ensina a amar e a respeitar o outro.

Quando nos aproximamos de Deus e experimentamos Sua graça, podemos ter um novo olhar. Um olhar de compreensão, de caridade e de perdão.

Relacionar-se de forma autêntica e profunda não é fácil, pois quanto mais nos aproximamos de outras pessoas, mais tocamos seus defeitos, dificuldades, carências, etc. Mas também podemos nos conhecer melhor, tocarmos as nossas dificuldades e isso pode nos paralisar, nos endurecer. E se isso acontecer, o que fazer?

Jesus é nosso exemplo. Os apóstolos eram muito diferentes entre si e diferentes de Jesus. Mas mesmo diante das diferenças e dificuldades, o Senhor mostrou-se caridoso, compreensivo, também soube ser firme e repreender nos momentos certos, soube perdoar e também indicar o melhor caminho. Jesus criou e cultivou relacionamentos profundos e verdadeiros.

Não somos perfeitos como Jesus, mas podemos tentar fazer o melhor. Que tal perguntar para seu vizinho ou colega de trabalho como ele está? Mas se interesse pela resposta. Fale de você, procure entender porque aquela pessoa age daquela forma? Será que posso ajudar? Crie oportunidades, esteja atento, peça para Deus colocar bons amigos na sua vida. Reze pelos seus amigos. Peça a eles que rezem por você.

Pois o Senhor nos diz: “Oh, como é bom, como é agradável para irmãos unidos viverem juntos…pois ali derrama o Senhor a vida e uma benção eterna.” (Salmo 132).

Vanessa Cícera
Consagrada da Comunidade Católica Pantokrator

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